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Não basta ser pai, tem que participar!

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“Não basta ser pai, tem que participar!”

Um dos mais bem-sucedidos e marcantes slogans da história da Publicidade no Brasil, veiculado em propagandas de uma marca de pomada para contusões, nos anos 80, resistiu ao tempo e se transformou em uma frase de uso comum. Quem é mais jovem nem sequer teve oportunidade de ver a campanha no ar, mas, certamente, já ouviu essa sentença e, muito provavelmente, concorda com ela.

A força desse slogan se deve a duas grandes razões: ele não só diz a verdade, como fala de algo que faz toda a diferença em nossas vidas.

Não é à toa que, desde Freud, os tratados de Psicologia vêm gastando milhares de páginas para discorrer sobre a importância da figura paterna. Ter a referência dessa autoridade, como uma figura protetora e provedora, é um fator importantíssimo para a formação e para a saúde mental e emocional dos indivíduos de ambos os sexos.

A psicóloga Cássia Denadai, especialista em Terapia Comportamental Cognitiva (TCC), explica que, ao se falar em figura paterna, não necessariamente está se falando do pai biológico e nem mesmo de um indivíduo do sexo masculino, mas, sim, das características esperadas dessa pessoa.

“Em muitos arranjos familiares, mulheres assumem o papel da figura paterna, quando o pai é ausente, por alguma razão, ou mesmo negligente na criação dos filhos. Em outras situações, a criança também acaba por buscar a referência da figura paterna em uma outra figura masculina próxima, como um tio, um padrinho ou um avô, por exemplo, quando o pai não é capaz de desempenhar esse papel”, destaca.

O que a Psicologia reforça, portanto, é a importância da criança poder contar com aquele ponto de apoio que possa reconhecer como significante de segurança (física, emocional, material, etc.), proteção e força, conciliadas com a capacidade do companheirismo e, claro, com a certeza do amor.

“Sentir-se acolhido e valorizado por essa figura é importantíssimo para a autopercepção e a autoestima dessa criança e para o seu desenvolvimento emocional, influenciando, inclusive, nos vínculos que ela será capaz de estabelecer com outras pessoas no futuro”, observa Cássia.

Segundo a psicóloga, ainda não existem estudos conclusivos sobre as diferenças entre a figura paterna ser assumida por um homem ou por uma mulher. Por outro lado, sobram evidências de que o fundamental é que exista um adulto que desempenhe esse papel ao longo da vida da criança.

Assim, para os pais que queiram merecer os parabéns neste segundo domingo de agosto, vale ficar de olho na dica consagrada: não basta ser pai, tem que participar!

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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