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Pacientes sofrem mais com crises de enxaqueca durante a pandemia

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Nos consultórios e nos atendimentos on-line, especialistas têm ouvido cada vez mais pacientes relatarem um aumento na frequência e na intensidade das crises de enxaqueca, desde que o novo coronavírus desembarcou no Brasil, conforme atesta a neurofisiologista Simone Amorim, especialista nos tratamentos com toxina botulínica na área neurológica. Basta também dar um giro pelas redes sociais, visitando perfis e grupos sobre migrânea crônica, para constatar o grande impacto da nova realidade sobre quem sofre dessa patologia.

Estresse, tensão e ansiedade estão entre os fatores que têm contribuído diretamente para o aumento das crises de enxaqueca

“Em um cenário de pandemia, quarentena, isolamento social e muitas incertezas, é raro encontrar alguém que não tenha tido o emocional abalado pelo menos em algum momento, ao longo de todo esse processo. Acontece que, para quem sofre de enxaqueca, o estresse e a ansiedade estão entre os maiores gatilhos para as suas crises. Ou seja: estamos diante de um ambiente especialmente propício para o problema se manifestar”, explica a especialista.

Além disso, outros quesitos que impactam diretamente o quadro enxaquecoso, como alimentação, sono e prática de atividades físicas, também saíram do controle nestes tempos de grandes mudanças e contingências. “De repente, esse paciente se viu diante de praticamente todos os fatores que contribuem para a piora do seu estado”, observa a médica.

Escapes perigosos

Nessa espiral de complicações, a busca de alívio momentâneo pode aprofundar e agravar ainda mais o problema. Fatores como a automedicação, as compensações com alimentos nada saudáveis (doces, gorduras, produtos industrializados, etc.) e até o abuso no consumo de álcool e a intensificação do tabagismo, para aliviar a tensão e o estresse, são “escapes” que podem tornar ainda mais difícil e dolorosa (literalmente) a vida de quem já está refém das crises. “Antes de cair nessas armadilhas, o melhor a fazer é agitar a bandeira e pedir socorro”, conforme aconselha a especialista.

“O estresse e os dissabores da vida existem para todo mundo. O que difere é como reagimos e lidamos com essas situações. É verdade que a pessoa que tem enxaqueca tende a sofrer esse impacto de uma forma muito violenta no organismo. Mas, ao notar que as crises se intensificaram ou se agravaram, é muito importante procurar ajuda especializada o mais rápido possível, para verificar as alternativas e as estratégias a serem adotadas neste momento crítico”, enfatiza a médica.

Além dos tratamentos para atacar de frente o problema, como o uso da toxina botulínica (clique aqui para ver mais sobre este tratamento) e de algumas medicações orais, Simone Amorim ressalta que terapias auxiliares têm sido muito bem-vindas no “arsenal” para atravessar essa fase mais complicada. Técnicas como meditação, yoga e fisioterapia para relaxar a musculatura da região do trapézio, pescoço são alguns exemplos nesse sentido, segundo ela.

A toxina botulínica diminui a intensidade e a frequência das crises de enxaqueca e pode ser aliada a outras medidas terapêuticas

Não devem ser descartadas também as possibilidades de Psicoterapia ou mesmo um tratamento farmacológico para transtornos emocionais que podem estar associados ao quadro enxaquecoso.

A médica lembra ainda que, hoje, o socorro pode estar ao alcance de um clique, pois muitos profissionais estão trabalhando com a possibilidade de atendimento on-line. “É claro que alguns procedimentos exigem interface presencial, mas a orientação e o suporte ao paciente podem ser dados pelo meio digital, e é muito importante que recorrer a isso. Pedir ajuda é o primeiro passo para não se deixar vencer pelas crises de enxaqueca!”

Essa publicação foi atualizada em 27 de maio de 2020 10:45

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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