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Por que a saúde é feminina?

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Na mitologia grega, Higéia (ou Salus, na versão romana) era a filha de Esculápio. Enquanto este era o deus da medicina, aquela era a deusa da saúde, da limpeza e da sanidade. Ele era associado diretamente com a cura. Já ela, com a prevenção das doenças e a continuação de uma vida saudável.

Nada mais justo, portanto, que nesta semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, resgatemos Higéia do esquecimento.

Quando o estresse e a depressão são os maiores gatilhos para o desenvolvimento de quadros que levam a uma gama absurda de patologias – que vão desde à obesidade mórbida aos AVCs, passando por diversos tipos de cânceres, doenças auto-imunes e outras causadas por um estilo de vida que violenta ostensivamente as necessidades do corpo, da mente e do espírito – é hora de convidar os pacientes a darem mais chances ao lado feminino da vida.

Ninguém nega que no mundo da competição, da luta diária pela sobrevivência, numa sociedade cheia de injustiças, as qualidades da nossa polaridade masculina são essenciais e vitais para sairmos da cama pela manhã e chegarmos vivos e “inteiros” ao fim de cada dia.

Em termos de saúde, porém, a hora é de pensar que, se a cura era o fator masculino na mitologia, a prevenção e as medidas para uma saúde verdadeiramente integral, por sua vez, ficavam a cargo de uma deusa (o nome saúde, inclusive, vem do nome romano dessa divindade: Salus). Agora, seja para o bem-estar da mulher, seja para o bem-estar do homem, o momento é de resgatar a atenção às necessidades e aos limites que são do ser humano.

Por outras palavras, é chegada a hora de levantar a bandeira em favor de questões que inconscientemente estão cristalizadas como sendo da ordem da “fragilidade feminina” – e às quais até mesmo as mulheres perderam o direito, diga-se de passagem.

É urgente pensar e assumir a falta que nos faz o lado feminino (e perdido) da vida. O tempo de estar com os filhos e a família, o abraço entre os que se gostam, os pequenos gestos de afeto na dura rotina dia a dia, o direito de chorar e expor nossas emoções, o cuidado com o alimento que se leva à mesa, os diversos caminhos para o autoconhecimento, são apenas alguns exemplos disso.

Assim, quem sabe, ao começarmos a despertar e a valorizar a polaridade feminina no cotidiano, não seja possível começar a mudar esse estado de coisas que leva ao estresse, à frustração e a tantas patologias?

Quem sabe, com atitudes que respeitem mais nossos limites biológicos e ajudem a elaborar melhor nossas emoções, não conseguiremos, pouco a pouco, construir uma sociedade mais equilibrada de fato?

A história moderna da emancipação da mulher está aí para provar que tudo começa com a vontade de mudar as coisas e com a decisão de fazer algo diferente do convencional. E o mito de Higéia nos lembra que, mesmo num mundo tão convencionalmente masculino, investir no que é feminino pode revelar o verdadeiro nome da saúde.

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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