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Por que caminhar faz bem?

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Quer fazer algo pela sua saúde, sem gastar dinheiro e com resultados visíveis a curto prazo? Caminhe. Meia hora por dia, seis vezes por semana.

Eis aí uma atividade física que é praticamente uma unanimidade entre médicos de todas as especialidades. Da Cardiologia à Neuropsicologia, a prática das caminhadas diárias é vista como algo para lá de saudável; benéfica ao corpo e à mente.

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Illinois (EUA), por exemplo, apontou que os estímulos promovidos por essa atividade física são suficientes para estimular as conexões neuronais, reduzindo, assim, riscos de problemas de memória e atenção.

Quando caminhamos, ou fazemos qualquer outra atividade física, estimulamos o cérebro a ativar os seus circuitos responsáveis pela coordenação motora, atenção, audição, visão, memória, entre outros”, explica a neurologista e diretora clínica da Vita, Simone Amorim.

A neuropsicóloga Marina Alves destaca que “fazer atividade física é importante para o cérebro humano, inclusive para o dos idosos, pois influencia positivamente na sua memória”. A influência dos exercícios sobre as funções cerebrais já foi investigada e debatida por diversos autores e o que os estudos apontam é uma relação entre a prática e menores níveis de ansiedade, depressão e estresse, além da otimização dos estímulos cerebrais, segundo ela.

“Sabe-se que, durante a prática desportiva, há a liberação de hormônios (neurotransmissores) moduladores da memória e de funções executivas (funções motoras)”, complementa Simone.

Cuidados

Sair do sedentarismo é algo que se pode e se deve fazer em qualquer altura da vida. Porém os exercícios sempre devem ser adequados para cada faixa etária e a condição clínica de cada indivíduo, pois a exaustão ou uma prática errada podem gerar mais danos que benefícios.

A vantagem da caminhada, para quem quer começar a se mexer, está no fato de ser uma atividade que envolve baixos riscos cardíacos e baixo impacto para as articulações. Salvo quadros clínicos mais delicados, trata-se de um exercício não só acessível, como recomendável para todas as pessoas.

Segundo o cardiologista Aécio Gois, que também é professor universitário e chefe do Pronto Socorro de Clínica Médica e da UTI do Pronto-Socorro da Unifesp, o hábito de caminhar por 30 minutos, cinco dias por semana, ajuda a diminuir consideravelmente os riscos cardíacos.

Além de ativar a circulação sanguínea, a caminhada ajuda a queimar calorias, o que é importante para manter o peso sob controle. Combinados, todos esses fatores ajudam a reduzir as taxas de colesterol, que, quando altas, estão diretamente relacionadas aos quadros de hipertensão e, consequentemente, aos AVCs (derrames) e às doenças coronarianas, em geral.

Fazer um check up antes de iniciar a atividade é o ideal, segundo Gois. A partir dos 35 anos de idade, esta revisão do quadro clínico geral deve ser feita anualmente. Quem já tem problemas de coluna, como hérnias de disco ou nos joelhos, deve também checar junto ao seu ortopedista quais são as recomendações específicas para o seu caso, conforme alerta o ortopedista (e também professor de Medicina) Guilherme Foizer.

Com a orientação correta e os cuidados necessários, a prática de exercício e, sobretudo, o hábito das caminhadas, pode ser altamente benéfico a todos os indivíduos. “O exercício ajuda a manter a qualidade do osso, prevenindo problemas como a osteoporose. Além disso, é uma medida importante para manter o peso corporal sob controle, não sobrecarregando a coluna e as articulações”, destaca Foizer.

Clique nas fotos abaixo e confira dicas de como incorporar o hábito da caminhada no seu dia a dia
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Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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