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Qual é a hora certa de visitar um cardiologista?

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Que o cardiologista é o grande amigo do nosso coração, todo mundo já sabe. Mas será que damos mesmo chances para que esse especialista possa nos oferecer toda a atenção e o cuidado que esse órgão vital exige?

O cardiologista é o especialista médico que zela pelo bom funcionamento do nosso coração

Na nossa cultura de saúde, pouco trabalhada para valorizar a prevenção, é muito comum que o cardiologista seja procurado somente quando surgem indícios de algum problema.

Muitas vezes, para que a visita ao consultório aconteça, é preciso passar pelos chamados “sustos”, como episódios de taquicardia, crises de falta de ar ou uma dor forte no peito. Pode não ser nada. Mas pode também ser o indício de uma situação que inspira mais cuidados e observação ou, na pior das hipóteses, pode já ser tarde demais. Deixar para recorrer ao médico somente quando os problemas surgem é uma aposta arriscada!

Pior ainda é quando, mesmo diante dos sinais de alerta, o paciente continua a protelar a ida ao consultório, por razões irracionais, como medo do diagnóstico ou por pensar que será julgado pelo seu estilo de vida. Nesses casos, resta ao especialista proceder aos atendimentos de urgência, muitas vezes diante do risco de morte, e tendo de recorrer a soluções drásticas para salvar a vida.

Primeira consulta aos 20 anos

Em um cenário ideal, todas as pessoas saudáveis visitariam o cardiologista ao completar 20 anos de idade. Esse primeiro check-up não só mostra como está o estado físico geral do jovem adulto, como serve para se observar indicadores importantes para a manutenção e a evolução de sua saúde.

No caso de pacientes saudáveis, primeira visita ao cardiologista deve ser feita aos 20 anos

Além do que será apontado pelos exames realizados, contam também o histórico familiar para doenças cardíacas, o uso de cigarros e de outras drogas, o sobrepeso, a prática de atividades físicas, entre outras variáveis sobre o estilo de vida e estado geral de saúde. Estando tudo OK, o retorno deve acontecer a cada cinco anos, até que a pessoa complete 35 anos de idade.

Check-ups anuais após os 35 anos

A partir dos 35 anos de idade, mesmo com um bom histórico familiar e com a saúde indo bem, o retorno ao cardiologista deve ser anual. Os check-ups clínicos periódicos e a realização dos exames de rotina indicados pelo médico são fundamentais para dar um bom suporte a um estilo de vida saudável.

Após os 35 anos: consultas e check-ups anuais, inclusive para quem leva uma vida saudável

Mesmo para aquelas pessoas disciplinadas com a alimentação, que praticam atividade física e que procuram manter hábitos saudáveis, a vida moderna impõe desafios e condições que, muitas vezes, vão na contramão de uma boa saúde: o estresse é uma realidade, muitos alimentos aparentemente saudáveis escondem “pegadinhas”, e até a prática de exercícios regulares, tão recomendada a todos, precisa ser bem dosada e adequada à realidade de cada indivíduo, para que o benefício não se transforme em um risco.

A visita anual ao cardiologista é, portanto, uma forma de checar se tudo está mesmo indo bem e de fazer ajustes diante dos mínimos sinais de alerta. Isso mesmo: quanto mais atento é o acompanhamento de indicadores como peso, perímetro abdominal, marcadores do sangue, respostas aos esforços físicos, etc., maiores as chances de não ser pego de surpresa por nenhum problema e de garantir uma vida longa e saudável ao seu coração!

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Sinais de alerta e medidas extraordinárias

Quando alguma doença é diagnosticada ou quando o médico detecta alguma anormalidade que precisa ser acompanhada mais de perto, ele irá determinar a frequência com que as consultas e os exames precisarão ser realizados. Há casos, inclusive, que exigem internação, para cuidados hospitalares ou intensivos.

Mas, antes que uma situação agravada aconteça, vale a pena estar especialmente atento a situações de alerta, marcando logo a visita ao consultório do cardiologista!

Esteja especialmente atento em QUALQUER UM destes casos:

– Histórico familiar de problemas cardíacos;
Pressão arterial elevada ou picos hipertensivos;
Sobrepeso;
Sedentarismo;
– Ser fumante;
– Situações prolongadas de estresse;
– Uso abusivo de álcool;
– Uso de qualquer tipo de droga;
Diabetes;
– Sintomas como cansaço, falta de ar e palpitações;
– Dores no peito ao realizar esforço ou atividade física.

Essa publicação foi atualizada em 25 de agosto de 2019 17:28

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