Neurologista infantil
Pessoas saudáveis produzem de 1.000 a 1.500ml de saliva em 24 horas pelas glândulas salivares parótidas, submandibulares e sublinguais. Estas glândulas, juntas, são responsáveis pela produção de 90% do volume diário e outras glândulas menores produzem os 10% restantes.
Muitas doenças neurológicas evoluem com dificuldades no controle motor da cavidade oral (boca), seja da mastigação, deglutição ou dos músculos da língua e do palato.
Quando a produção de saliva excede a habilidade do indivíduo de transportá-la da boca até o estômago, a sua permanência, o seu extravasamento para fora da boca e a aspiração podem ocorrer, além de concomitante dificuldade na mastigação e articulação.
A presenca de sialorreia (salivação excessiva) é estigmatizante, e a prevalência em muitas doenças neurológicas é elevada. A sialorreia ocorre em torno de 50% dos pacientes com ELA, 70% na doença de Parkinson, e entre 10% a 80% dos pacientes com paralisia cerebral. A prevalência da sialorreia nestas afecções é elevada, com comprometimento da integração social, com importantes dificuldades na realização das atividades motoras orais durante a alimentação e a fala, com repercussões na qualidade de vida.
Medicações orais têm sido tentadas para a redução da salivação, como o glicopirrolato, escopolamina e atropine. Porém, todas têm efeito sistêmico e o uso crônico pode levar a efeitos colaterias pouco tolerados.
A cirurgia inclui excisão submandibular bilateral e ligadura dos ductos parotídeos. Esta técnica tem apresentado excelentes resultados. Porém, não é isenta de riscos, principalmente para muitos destes pacientes que apresentam doenças crônicas associadas.
O fluxo de saliva sofre influência do sistema nervoso autonômo parassimpático e simpático, que promove a contração das fibras musculares dos ductos salivares.
Visando o bloqueio dos receptores da acetilcolina, estudos demonstram a eficácia da aplicação de toxina botulínica tipo A nas glândulas parótidas e submandibulares. O uso da toxina botulínica representa um grande avanço no tratamento de diversos distúrbios neurológicos.
Mais recentemente, a capacidade da toxina botulínica em realizar quimiodenervação nas junções neuroglandulares tem sido utilizada e como opção de tratamento para pacientes com sialorreia, com bons índices de redução da produção de saliva, reduzindo, assim, a estase ou o extravasamento da cavidade oral e o risco de broncoaspiraçoes que podem causar pneumonias de repetição e outras infecções de vias aéreas, sem contar a melhora na autoestima e na qualidade de vida, uma vez que sialorreia é causa importante de isolamento social nesses pacientes.
Para saber mais sobre o assunto, vale uma visita aos links:
http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1698-69462007000700008&nrm=iso&tlng=pt
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-72992005000500004&script=sci_arttext
Essa publicação foi atualizada em 24 de agosto de 2019 15:38
A Paralisia Cerebral apresenta características e necessidades individualizadas, que exigem acompanhamento multidisciplinar e ajustado para cada caso. Veja as abordagens…
A Neuromodulação não invasiva tem ajudado pacientes com as mais diversas condições. O procedimento promove a plasticidade cerebral, através da…
Hoje em dia, quase todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios terapêuticos da toxina botulínica. Assim como já ocorreu…
Agora, uma conversa com pais e familiares. Espasticidade é o nome de um sintoma muito prevalente em crianças com comprometimentos…
Não é por acaso que a Clínica Vita é atualmente o maior serviço privado do país na terapêutica com toxina…
Clínica Vita oferece treinamento a médicos de todo o país interessados na terapêutica com toxina botulínica na área neurológica. O…