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Quem canta precisa cuidar da voz como um atleta cuida dos músculos

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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“Quem canta seus males espanta”, já diziam nossos avós. Mas quem faz da música um instrumento de trabalho precisa de um preparo especial para não se lesionar, conforme explica a fonoaudióloga Joyce Fialho, integrante do Corpo Clínico da Vita.

Recentemente, a profissional esteve viajando pelo país, cuidando do preparo vocal de um cantor sertanejo e, nesta entrevista, fala sobre como é desenvolvido esse tipo de trabalho.

Joyce aproveita também para lembrar que, especialmente nesta época do ano, muitas pessoas que não são necessariamente cantores profissionais, mas que participam de corais, têm uma agenda intensa de apresentações. Sem os devidos cuidados, tanta exigência pode custar caro para a voz.

Segundo Joyce, o acompanhamento fonoaudiológico de cantores implica em desenvolver um projeto vocal, ou seja, um plano de treinamentos e aquecimentos específicos para o artista seguir antes de entrar em cena, a fim de conseguir manter a sua qualidade vocal, sem agredir as suas pregas vocais (PPVV) e acabar sofrendo com isso, posteriormente.

“Tal como um atleta que precisa de preparo físico para seu condicionamento e cuidados para reduzir riscos de lesões, o profissional da voz também precisa cuidar do seu condicionamento vocal, se não quiser enfrentar problemas”, enfatiza a especialista, ressaltando que um cantor precisa conhecer a sua voz e saber respeitar o seu limite, para poder atuar com conforto.

Não são raros os casos em que esforços repetitivos, ao longo de toda uma carreira, trazem prejuízos a artistas. Aqui no Brasil mesmo, o caso do cantor Zezé di Camargo tem sido noticiado e notado pelo público. Joyce destaca também o caso do cantor britânico Sam Smith, que se apresentou no Brasil há poucos meses, logo depois de passar por uma cirurgia nas pregas vocais.

A garota que ficou conhecida pela Internet como MC Melody, após aparecer em vídeos realizando extremos agudos, também chama atenção da fonoaudióloga, por fazer o que a especialista chama de “ataques vocais bruscos” para alcançar a técnica conhecida como falsete. “Sem uma técnica adequada, orientada por um fonoaudiólogo ou professor de canto, essa menina pode enfrentar consequências graves no futuro”, observa.

A especialista observa que os falsetes (registro vocal em que o cantor atinge sons mais agudos do que aqueles que são naturais para a sua frequência acústica) e os vibratos (variação rápida de tons e semitons), por exemplo, são muito interessantes e produzem efeitos muito bonitos na voz cantada. Para ela, a utilização desses recursos é muito interessante, desde que eles sejam feitos de forma correta, dentro da extensão vocal da pessoa e que haja um acompanhamento personalizado.

“Algumas pessoas nascem com o dom de cantar e conseguem alcançar e colocar a voz nas mais diferentes formas. Porém, sabemos que por mais que o cantor esteja utilizando sua voz de forma correta, o esforço repetitivo, a agenda intensa de shows e o desgaste em virtude do trabalho exigido, podem fazer com que as consequências sejam sérias, com o surgimento de lesões na laringe”, explica.

Segundo a fonoaudióloga, o projeto vocal é traçado consoante a demanda de cada profissional. Se é um cantor que precisa aprimorar mais a sua técnica, para alcançar tons mais altos e, ao mesmo tempo, tem uma agenda grande de shows e gravações, o que se recomenda é que esse profissional seja acompanhando em clínica e faça avaliações periódicas com equipe multidisciplinar.

Além disso, antes dos shows, devem ser feitos trabalhos de aquecimento vocal, assim como o desaquecimento, depois de cada apresentação.

Condições ambientais, hábitos alimentares, qualidade do sono, uso de determinados medicamentos, consumo de álcool e o tabagismo também são outros fatores importantes a serem observados, pois são capazes de impactar a voz de qualquer pessoa, sendo que, no caso de quem vive do canto, eles devem ser encarados com cuidados redobrados.

SAIBA MAIS

– A qualidade da voz depende das características estruturais anatômicas de cada um. O som produzido na laringe é constituído de uma frequência fundamental e de frequências harmônicas, as quais são amplificadas ou articuladas  nas cavidades de ressonância (faringe e cavidade nasal), de acordo com o formato (PPVV fina e longa), a resistência e a postura dos órgãos fonoarticulatórios (boca, lábios e língua);

– Um indivíduo pode variar a frequência de vibração de suas pregas vocais, por meio do alongamento ou encurtamento delas – o que modifica sua tensão, aumentando ou reduzindo o número de vibrações por segundo. A rigidez das pregas também modifica a altura do som: maior rigidez, maior frequência;

– Tanto a voz feminina quanto a masculina modificam com a idade, de forma natural – assim como acontece com todo o nosso organismo;

– Entretanto, no caso de profissionais da voz, o condicionamento vocal permitirá que, mesmo com o avanço da idade, as mudanças ocorridas com o passar do tempo não comprometam a capacidade de cantar – e de encantar – com suas vozes.

Produzido por
Clínica Vita

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