Sinais, diagnóstico e tratamento da espasticidade na criança

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Agora, uma conversa com pais e familiares. Espasticidade é o nome de um sintoma muito prevalente em crianças com comprometimentos neurológicos que afetam a parte motora, sobretudo nos casos de Paralisia Cerebral, entre outras situações clínicas. Essa manifestação sintomática exige muita atenção, pois pode comprometer diretamente o desenvolvimento e a qualidade de vida.

É importantíssimo que a identificação de um quadro espástico ocorra o mais cedo possível – pois, assim, podem ser iniciadas precocemente as intervenções terapêuticas. Esses procedimentos visam não só melhorar a espasticidade em si, mas também mitigar as suas complicações.

O diagnóstico da espasticidade infantil pode ser bastante desafiador e, por isso, é fundamental realizar o quanto antes uma avaliação clínica especializada

Contudo, diagnosticar a espasticidade infantil pode ser algo bastante desafiador, principalmente em crianças com menos de 12 meses. A conscientização sobre o problema e o acesso a serviços de saúde especializados são fundamentais nesses casos.

Observação pela família

A primeira grande pista da presença da espasticidade em crianças pode vir da observação dos pais e/ou dos cuidadores. Diante dessas situações, as famílias devem buscar uma avaliação especializada, sinalizando ao médico quando notarem situações como: redução da movimentação ou o aumento do tônus muscular (maior rigidez) em alguma parte do corpo da criança (um ou ambos os braços, uma ou ambas as pernas, pés, mãos, pescoço ou quadril, por exemplo).

“A criança com espasticidade tende a ter dificuldade para realizar adequadamente os seus movimentos. Isso é diferente da falta de coordenação motora característica de cada fase da infância, porque, quando há alguma hipertonia (aumento do tônus em alguma musculatura), há movimentos atípicos e/ou menos movimentação, porque a espasticidade também causa dor”, explica a neurologista infantil Simone Amorim.

Avaliação e exames

No consultório médico, o diagnóstico da espasticidade na criança é, sobretudo, clínico. Quem conduz essa investigação é, em geral, o neurologista infantil. O processo envolve a avaliação do histórico do paciente e exames clínicos minuciosos, nos quais o médico observa atentamente as respostas do paciente aos estímulos neurológicos.

“Existem escalas que permitem a quantificação da espasticidade durante a avaliação clínica, o que possibilita determinar os músculos mais envolvidos e comparar resultados antes e após o tratamento”, detalha a especialista.

Em certas situações, quando a criança já caminha, pode-se fazer ainda uma avaliação computadorizada da marcha, para uma melhor identificação de como a espasticidade está afetando determinados grupos musculares. Exames complementares laboratoriais ou de imagens também costumam ser requisitados, para serem investigadas possíveis patologias associadas e/ou confirmar (ou descartar) alguma doença ou condição de base – uma vez que a espasticidade é, na verdade, um sintoma de alguma causa primária.

Tratamentos mais indicados

A aplicação de toxina botulínica diretamente nos músculos afetados é, atualmente, a primeira indicação para tratar a espasticidade. Isso promove o relaxamento da musculatura e diminui a dor, dando, assim, melhores condições de manejo e de respostas do paciente a outras terapias de reabilitação.

As condições de base que causam a espasticidade são, em sua maioria, crônicas – pois implicam em danos no neurônio motor do Sistema Nervoso Central. Por essa razão, a terapêutica com toxina botulínica é cíclica.

As injeções de toxina botulínica diretamente no(s) músculo(s) afetado(s) constam como tratamento de primeira escolha para a espasticidade na infância

O procedimento precisa ser feito por um médico habilitado nessa área. Neurologistas, neuropediatras, fisiatras, pediatras e ortopedistas estão entre os especialistas que, cada vez mais, têm buscado essa capacitação.

Neuromodulação e terapias associadas

Contudo, é muito importante ter em mente que o tratamento da espasticidade é multidisciplinar. Em geral, as terapias de reabilitação não só podem, como devem ser combinadas, a fim de otimizar os resultados.

Destacam-se aqui especialmente as intervenções do campo da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional. Os benefícios são mútuos: por um lado, o trabalho nessas áreas é beneficiado pelas melhores condições físicas do paciente que recebe as injeções de toxina botulínica e, por outro, esses acompanhamentos especializados otimizam os resultados terapêuticos.

A Neuromodulação pode integrar o plano de tratamento para a espasticidade, como abordagem coadjuvante, conforme as especificidades de cada caso

Outra abordagem que pode ser considerada no plano multidisciplinar é a Neuromodulação, como um tratamento coadjuvante. Segundo a fisioterapeuta neurofuncional Bibiana Silveira, coordenadora do serviço na Clínica Vita, é comum que, dentro de um programa de reabilitação física, a espasticidade acabe por ser mitigada, à medida que o paciente evolui.

CONCEITOS IMPORTANTES:

O QUE É ESPASTICIDADE? É um sintoma neuromuscular, caracterizado pelo aumento do tônus da musculatura (rigidez), devido à existência de alguma patologia ou condição neurológica que afeta a parte motora.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DA ESPASTICIDADE INFANTIL? Paralisia Cerebral (leia mais aqui sobre o tema) é a principal causa, mas outras situações também podem causar espasticidade em crianças. Dentre elas, relacionamos: doenças neurodegenerativas, doenças genéticas e traumatismos.

COMO RECONHECER A ESPASTICIDADE NA CRIANÇA? A avaliação clínica por um especialista é fundamental para confirmar o quadro espástico. Porém, a família deve ficar atenta a sinais como: movimentos atípicos e/ou falta de movimentação, maior rigidez em alguma parte do corpo e demonstrações de incômodo/choro durante os cuidados de rotina (como banho ou troca de fraldas), que podem ocorrer devido à dor causada pela espasticidade.

COMO TRATAR A ESPASTICIDADE EM CRIANÇAS? A terapêutica com toxina botulínica é a principal indicação nesses casos, sendo muito importante também a realização de terapias motoras, como as do campo da Fisioterapia e Terapia Ocupacional. A Neuromodulação também pode figurar no plano geral de reabilitação desses pacientes.

Clínica Vita oferece formação a médicos

Nos dias 28 e 29 de janeiro, a “Espasticidade Infantil” foi o tema do primeiro módulo presencial do MEDTOXINFormação Médica Continuada na Terapêutica com Toxina Botulínica, aberta a médicos de todo o país. As aulas práticas são realizadas nas instalações da Clínica Vita – hoje o maior serviço privado do Brasil nesse setor.

Médicos avaliam paciente infantil com espasticidade, durante imersão prática do MEDTOXIN – capacitação para a terapêutica com toxina botulínica

“A espasticidade infantil é uma das principais indicações da terapêutica com toxina botulínica na Neuropediatria. Por isso, para mim, foi incrível participar desses dias de imersão na Clínica Vita, pois é por meio da educação continuada, dos treinamentos e das trocas de experiências que vamos nos aprimorando, em benefício dos nossos pacientes”, considera a neuropediatra Ana Luiza Viegas, que já atua nesse segmento.

A parte teórica introdutória do MEDTOXIN, que oferece o conhecimento essencial para o profissional avançar na formação prática, foi lançada no final do ano passado, e está disponível on-line, com mais de 15 horas de aulas que o aluno pode assistir em livre demanda e com vasto material didático. Ao longo deste semestre também serão realizados outros cinco módulos presenciais. O próximo encontro, agendado para os dias 04 e 05 de março, abordará a “Espasticidade no Adulto”.

Essa publicação foi atualizada em 10 de fevereiro de 2023 14:23

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