Nem é verão ainda, mas o calor já chegou com força nesta primavera e, para agravar as coisas, o tempo anda para lá de seco. Para quem tem enxaqueca, a combinação de altas temperaturas com baixa umidade do ar é um gatilho e tanto para desencadear crises.
Com a baixa umidade e as temperaturas altas, a tendência do organismo é perder líquido mais facilmente. Daí para desidratarmos é um pulo, se não estivermos devidamente atentos à ingestão de líquidos. E o primeiro sintoma da mais leve desidratação é, justamente, a dor de cabeça.
Vale lembrar também que os dias extremamente ensolarados são lindos para as fotos, mas potencialmente perigosos para quem sofre de enxaqueca.
A exposição ao sol e ao calor favorece a vasodilatação, predispondo o indivíduo a novas crises. Além disso, muitas pessoas com essa condição também são mais sensíveis à claridade excessiva, que também pode representar um gatilho significativo para episódios de dor e mal-estar.
Portanto, a grande dica para o paciente enxaquecoso por esses dias é: muita calma nesta hora! Tomar medidas de prevenção, respeitando as suas sensibilidades e necessidades especiais, são atitudes importantes para evitar as crises. Vejamos algumas:
– Reforce a hidratação. Essa é uma medida importante para TODAS as pessoas, mas para quem sofre de enxaqueca pode significar a diferença entre ter ou não ter um belo episódio de dor de cabeça!
– Além de beber muita água, ter um frasco de água termal à mão, para borrifar no rosto, colo e pescoço várias vezes ao dia, ajuda a refrescar. Tudo o que ajuda a aliviar o corpo do sofrimento causado pelo calor e tempo seco é importante para evitar que o organismo entre pane e responda com uma crise enxaquecosa;
– Evite a exposição prolongada ao sol, sobretudo nos horários mais intensos (entre 10h e 16h) e tenha os óculos escuros, chapéus e, até mesmo, as sombrinhas como seus aliados contra o “castigo” dos raios solares diretamente sobre você;
– Sendo possível, planeje as saídas e os deslocamentos para períodos mais frescos do dia;
– Tenha especial cuidado com a alimentação, evitando comidas gordurosas e de difícil digestão, assim como o açúcar e as bebidas alcoólicas. Ajudar o organismo a trabalhar mais “tranquilo” é uma forma importante de evitar as crises de enxaqueca.
E o mais importante: lembre-se que a enxaqueca é uma doença crônica, mas que, mesmo não tendo cura, pode ter um bom controle, com o tratamento adequado. O acompanhamento por um neurologista, assim como o autoconhecimento em relação aos principais gatilhos da dor, são fatores fundamentais para vencer esse quadro.
Hoje em dia, o arsenal de combate à enxaqueca conta com diversas medicações, além da terapêutica com toxina botulínica, que é considerada pelos especialistas como o padrão-ouro no controle das crises. Converse com o seu neurologista de confiança a esse respeito.
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