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Terapia baseada em estímulos diante de acertos ajuda crianças autistas

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Um dos fatores que mais inquietam pais e familiares de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é a dificuldade de estabelecer uma comunicação eficiente com esses indivíduos e não saber como ajuda-los a interagir de forma funcional com o ambiente à sua volta. Nas últimas décadas, porém, um modelo terapêutico vem ganhando destaque nesse campo, sendo atualmente apontado como a abordagem mais bem-sucedida junto a esses pacientes. Trata-se do método ABA.

A fonoaudióloga Joyce Fialho explica que o termo vem do inglês Applied Behavior Analysis (ABA). No Brasil, a técnica é conhecida como Análise Aplicada do Comportamento ou, simplesmente, ABA.

Hoje, segundo ela, o método é a primeira indicação para o acompanhamento de crianças autistas.

“Essa é, basicamente, uma abordagem feita por meio da apresentação de estímulos que reforçam os acertos da criança. Para o autista, é muito difícil encontrar sentido no aprendizado e, principalmente, muito difícil lidar com a frustração do erro. Então, o método visa apresentar um programa gradual de aprendizagem para esses indivíduos, reforçando positivamente as suas respostas corretas, de modo que a criança desenvolva o gosto pela compensação do aprendizado”, detalha.

Cada plano de atendimento é montado de acordo com uma análise individualizada sobre o potencial e as necessidades do paciente. “O ensino é feito de forma intensiva e individualizada”, diz a fonoaudióloga, que já chegou até mesmo a acompanhar pacientes de outros países de língua portuguesa, desenvolvendo um plano específico de acompanhamento para cada caso.

Geralmente, a terapia é focada no desenvolvimento de habilidades necessárias para que o indivíduo possa ampliar o seu grau de independência, podendo se dar ênfase nas habilidades de comunicação e interação social, como aprender a estabelecer contato visual ou a pedir aquilo que se deseja, por exemplo.

Em outras situações, são estimulados os aprendizados de atividades diárias, como as noções de higiene e cuidados pessoais ou, ainda, a facilitação do acesso a conteúdos da vida escolar, como a matemática, ou a escrita e a leitura. “O que vamos trabalhar irá depender muito das características e das necessidades que mais prevalecem em cada paciente. Isso só pode ser determinado depois de uma atenta avaliação do caso”, enfatiza Joyce.

A fonoaudióloga faz questão de esclarecer ainda que o objetivo terapêutico jamais é transformar o paciente em “uma pessoa típica”.

“A criança autista será um adulto autista. O que precisamos é oferecer as condições para que essas pessoas desenvolvam bem as suas potencialidades, que são muito particulares, e assim devem ser trabalhadas. A meta é sempre ajudar esses pacientes a ganharem autonomia e lidarem melhor com o mundo à sua volta, melhorando a sua qualidade de vida, mas sem a expectativa de alterar a sua natureza”.

SAIBA MAIS SOBRE O MÉTODO

O que é o ABA:  no Brasil, a técnica é conhecida como Análise do Comportamento Aplicada. A sigla vem do termo inglês: Applied Behavior Analysis. São, portanto, estudos que se originaram no campo científico do Behaviorismo, que observa, analisa e explica a associação entre o ambiente, o comportamento humano e a aprendizagem. Uma vez que um comportamento é analisado, um plano de ação pode ser implementado para modificar aquele comportamento.

Junto ao método, o terapeuta também poderá conciliar outras técnicas de estímulo ao aprendizado, como o PECS (Pictures Exchange Communication System), sistema de comunicação através de trocas de fichas ou figuras, por meio do qual se busca trabalhar as informações a partir dos temas que mais despertam interesse do paciente.

Quem pode ser atendido: o acompanhamento terapêutico da criança autista deve ser iniciado o mais precocemente possível, desde a mais tenra idade. Porém, adultos autistas também podem ser beneficiados com o método.

Como são as sessões: recomenda-se, no mínimo, sessões semanais, com duração de 30 a 50 minutos. Entretanto, dependendo da disponibilidade da família, o atendimento pelo terapeuta poderá compreender 20 horas semanais, uma vez que o ABA é uma terapia intensiva e visa um ciclo de aprendizagem que pode ter a duração de até dois anos. Muitas vezes, o processo também envolve a participação de um ou mais membros da família e/ou cuidadores do paciente.

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