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Terapia Cognitiva ajuda a deixar o cigarro

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O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, está quase aí. E a proposta que lançamos no início deste mês aqui no blog está valendo: que tal estender a abstinência por mais do que um dia? Que tal fazer dessa uma situação definitiva?

Sabemos, no entanto, que o cigarro envolve pelo menos dois tipos de dependência: a química e a psicológica. Infelizmente, nem sempre a vontade de parar ou a consciência dos males que o hábito provoca conseguem ser mais fortes do que a necessidade de fumar.

Para ajudar no controle da dependência química, hoje já existem medicamentos, adesivos e até gomas de mascar que aliviam as sensações de abstinência no organismo. Por outro lado, a relação emocional com o hábito pode ser o fator mais difícil de superar, pois geralmente ele está  associado a sensações de prazer, relaxamento, conforto ou segurança, por exemplo.

Vencer o vício é, assim, um desafio em várias frentes. Para isso, a determinação e a força de vontade do fumante são os pontos de partida, naturalmente. Mas uma rede de apoio, com profissionais capacitados para esse tipo de abordagem, também pode fazer toda a diferença para o sucesso de quem quer se livrar do tabagismo.

Segundo a psicóloga Cássia Danadai, a Terapia Comportamental Cognitiva (TCC) é uma das abordagens indicadas para esses casos.

“Entre as vantagens da TCC para essas situações, está o fato de que o tratamento define metas e coloca focos nas mesmas. Além disso, trabalhamos a mudança comportamental, que pode ser feita a partir da identificação de comportamentos antecedentes e consequentes ao ato de fumar. Ou seja, a partir da tomada de consciência das situações ou pensamentos que desencadeiam a vontade ou a necessidade de fumar, ajudamos o indivíduo a se reprogramar diante desses eventos”, explica.

Segundo a especialista, cada paciente exige um estudo e um levantamento individualizado para as situações desencadeantes e relacionadas ao vício. As metas estabelecidas também vão variar de pessoa para pessoa.

“Ao propor tais mudanças, surgirão dificuldades que podem estar associadas a crenças e perfis que fazem parte do histórico de cada um. É um trabalho de identificação, feito em conjunto entre o terapeuta e o paciente, no qual reconhecemos as situações-chave para poder intervir com as técnicas apropriadas”, detalha Cássia.

Outro tópico importante durante o tratamento está no incentivo à prática de atividades físicas. Os exercícios, segundo a terapeuta, desempenham um papel fundamental, tanto na estabilização do humor quanto na eliminação de toxinas.

Questionada sobre uma dica que poderia valer para qualquer fumante, Cássia aponta uma mentalização para os momentos de angústia durante uma crise de abstinência: “Lembre-se que essa sensação ruim dura apenas alguns minutos. Daí respire fundo, como num suspiro apaixonado – apaixonado por você, pela vida e pela sua vitória!”

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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