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Terapia precoce com toxina botulínica favorece paciente com dano neurológico

Produzido por
Dra. Simone Amorim

Neurofisiologista e Neurologista Infantil

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Simone Amorim,
neurofisiologista e neurologista infantil

No começo deste mês, tive oportunidade de mais uma vez participar de um simpósio internacional sobre o uso terapêutico da toxina botulínica no campo da Neurologia. Em todos os painéis que acompanhei, um ponto de consenso foi o de que o trabalho de neurorreabilitação em um paciente que tenha sofrido uma lesão neurológica deve sempre ser iniciado o mais precocemente possível.

No geral, a intervenção precoce pode fazer toda a diferença para manter ativos circuitos neuronais e não deixar “morrer” determinadas habilidades e/ou capacidades desses pacientes, independentemente das suas faixas etárias. Além disso, a terapêutica com a toxina botulínica, especificamente, pode, em muitos quadros, evitar diversas complicações que limitam a evolução e as possibilidades de reabilitação.

Nos casos agudos de AVC (Acidente Vascular Cerebral), o uso de toxina botulínica já está indicado ainda na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), tão logo se percebam os sinais de espasticidade (contração muscular aumentada). Tal intervenção garante não só o alívio específico dessa sequela, como contribui de uma maneira muito positiva para deixar o paciente mais apto para as terapêuticas que virão a seguir, como a fisio e a fonoterapia.

Em crianças com paralisia cerebral, o uso precoce da toxina nos músculos dos membros inferiores pode evitar a luxação dolorosa do quadril – uma complicação comum nesses casos. E, assim, cirurgias podem ser postergadas ou, até mesmo, evitadas. O ganho para o paciente é indiscutível.

Pessoas que tenham distonia focal ou generalizada (perda de tônus muscular em alguma região específica) também se beneficiam do uso da substância. Nesses casos, a toxina age no melhor controle dos movimentos involuntários e também atua na redução da dor. Logo, o resultado geral é o da diminuição significativa das limitações.

Afora esses tópicos, outro ponto importantíssimo de chamarmos atenção em relação às terapêuticas com toxina botulínica é em relação à formação dos profissionais que irão conduzir esses procedimentos. Esse é um segmento que exige sólida formação e constantes estudos de aperfeiçoamento por parte dos especialistas que a ele se dedicam.

Essa publicação foi atualizada em 24 de agosto de 2019 15:46

As opiniões expressas nesse artigo são de responsabilidade de seus respectivos autores.
Caso deseje entrar em contato conosco, escreva para blogdavita@vitaclinica.com.br
Produzido por
Dra. Simone Amorim

Neurofisiologista e Neurologista Infantil

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