Transtorno de atenção desafia pais e professores

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Numa sala de aula típica, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) irá atingir de 3% a 10% dos alunos, segundo a neurologista infantil Rejane Macedo. É um índice alto, que exige cuidado e preparo por parte de pais, professores e educadores, para que essas crianças tenham maiores chances de um desenvolvimento saudável, e não traumático.

“Os maiores impactos do TDAH são no campo pessoal e social. Algumas crianças sofrem exclusão, tanto pelos pais como pela escola, por incompreensão do problema. Muitas vezes, elas são vistas com discriminação, rotuladas de preguiçosas ou desinteressadas”, ressalta a médica.

Por isso, o tratamento, que também envolve o uso de medicação, requer também, fundamentalmente, a capacitação dos adultos que irão lidar diretamente com a criança. Saber estabelecer e cumprir uma rotina de horários, por exemplo, é um contributo fundamental para ajudar os indivíduos com TDAH.

Toda a abordagem, tanto de pais quanto de professores, deve ser feita no sentido de estimular e ajudar a criança a aprender a desenvolver a capacidade de focar. A criação de um ambiente propício, com rotinas bem planejadas, sistemas de anotações e lembretes, por exemplo, é algo que facilita a adaptação, permitindo à criança melhores condições para o desenvolvimento de suas potencialidades.

Segundo Rejane Macedo, é comum também que essas crianças sofram com o rótulo de “mal-educadas”, devido ao comportamento hiperativo predominante, sendo por isso rechaçadas tanto no ambiente escolar como em casa. “Por tudo isso, é comum que a criança com TDAH acabe apresentando também baixa autoestima”, diz.

A médica revela ainda que não são raras as situações em que a depressão se instala, tanto nas crianças quanto nos pais, em meio a todo um ciclo de cobranças, frustrações e estresse, gerado pela situação mal compreendida ou mal administrada. “Visando minimizar todo este processo, vemos a importância do diagnóstico precoce e de um correto tratamento para esse transtorno”, completa a médica.

A especialista observa ainda que, apesar de afetar diretamente o aprendizado, o transtorno não significa falta de inteligência ou capacidade cognitiva por parte da criança. O que ocorre, em nível cerebral, segundo ela, são alterações nos neurotransmissores que afetam diretamente funções que estão envolvidas no processo de aprendizado, como o planejamento e a concentração, por exemplo.

Por isso, o tratamento requer tanto uma abordagem adequada em nível comportamental como a administração de medicamentos específicos para cada caso. O neurologista infantil é o especialista capaz de fazer esse diagnóstico e conduzir devidamente o tratamento desses indivíduos, que poderá também envolver uma equipe multidisciplinar, com a ajuda de neuropsicólogos e fonoaudiólogos, por exemplo.

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