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Um dia para conscientização sobre o autismo

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Desde 2007, por determinação da Organização das Nações Unidas, o dia 2 de abril passou a ser designado como o Dia Mundial do Autismo. Conscientização e difusão de informações a respeito dessa condição que, conforme estimativas, atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, é o que se busca através dessa iniciativa.

A neurofisiologista e neurologista infantil Simone Amorim explica que, nesse sentido, ao se falar em autismo, engloba-se todos os quadros dos distúrbios do espectro autista. Essas condições, que embora nem sempre impliquem em déficits cognitivos, afetam diretamente as capacidades de interação social, comunicação verbal e não verbal, bem como a sensibilidade e capacidade de resposta desses indivíduos aos estímulos exteriores.

“Trata-se de distúrbios neurológicos, cujos sinais se desenvolvem gradualmente. As crianças com autismo ou distúrbio do espectro autista geralmente alcançam o marco de desenvolvimento em um ritmo normal e depois regridem. Os sinais geralmente são notados pelos pais nos dois primeiros anos de vida”, explica a médica.

“Porém, não é incomum que a família resista a uma investigação mais profunda até o início da atividade escolar e que, muitas vezes, mesmo diante de um diagnóstico confirmado, haja a negação do quadro. Afinal, esse é ainda um estigma muito difícil de enfrentar”, prossegue ela.

Segundo a especialista, o autismo (e os outros quadros do distúrbio do espectro do autismo) afeta o processamento de informações no cérebro, alterando a forma como as células nervosas e suas sinapses se conectam e se organizam.

A especialista ressalta que tanto o diagnóstico quanto as intervenções precoces em deficiências comportamentais, cognitivas ou da fala podem ajudar esses pacientes a ganharem mais autonomia e habilidades sociais e de comunicação, ao longo da vida.

“O diagnóstico e o tratamento são sempre multidisciplinares. A investigação diagnóstica, além do neurologista infantil, envolve também avaliações neuropsicológicas. Depois, as terapias de acompanhamento são fundamentais para a adaptação desses indivíduos ao meio social e para lhes proporcionar melhores chances de desenvolvimento de suas habilidades”, explica.

Em todo esse processo, a presença do fonoaudiólogo também é altamente estratégica. Será esse o profissional que irá realizar a avaliação da linguagem, comunicação (expressão/compreensão) e de comportamento social, assim como desenvolver estratégias  para o desenvolvimento das habilidades comunicativas verbais e não verbais nos indivíduos com transtorno do espectro autista.

Segundo a fonoaudióloga Joyce Fialho, a literatura científica chega a estimar que aproximadamente 50% dos indivíduos com autismo não desenvolvam a fala naturalmente para suprir suas necessidades comunicativas diárias. Daí tamanha importância do trabalho fonoaudiológico junto à equipe multidisciplinar.

Segundo ela, em alguns casos, vem se utilizado a comunicação suplementar e/ou alternativa (CSA), a fim de facilitar e ampliar as capacidades de comunicação desses pacientes e também estimular a produção da fala.

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