Dia 21 de setembro é o do Dia Mundial do Alzheimer e Dia Nacional de Conscientização sobre a Pessoa com Alzheimer. O conhecimento sobre a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para diminuir a incidência da doença, que foi incluída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista dos maiores problemas mundiais de saúde.
À medida que a expectativa de vida da população aumenta em todo o mundo, a incidência da Doença de Alzheimer vem crescendo. A enfermidade é um tipo de demência que acomete 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo, conforme informa a Associação Brasileira do Alzheimer (ABRAz), com base em dados fornecidos pela Alzheimer’s Disease International (ADI).
Descrita pela primeira vez em 1906 pelo doutor Alois Alzheimer, a patologia caracteriza-se pela perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte das células cerebrais. Com o progresso da doença, o paciente também sofre perdas motoras.
Algumas adaptações no estilo de vida já são vistas pela comunidade médica como medidas importantes de prevenção. Além disso, embora a doença não tenha cura, o diagnóstico precoce é visto como fator importantíssimo para o tratamento e a manutenção da qualidade de vida do paciente.
Em artigo publicado aqui no Blog da Vita, a geriatra Anna Carolina Peres descreve o tripé da prevenção do Alzheimer: “dieta pobre em gorduras saturadas e rica em peixes e verduras; atividades físicas, sociais e mentais (como participação em grupos da terceira idade, cursos de informática ou aulas para aprender algum instrumento musical), e evitar o desenvolvimento da síndrome metabólica (definida pela associação de diabetes, obesidade e hipertensão)”.
Um relatório global, divulgado por pesquisadores do King´s College London, segue na mesma linha. O controle do diabetes, da pressão arterial, assim como a suspensão do tabagismo e outras medidas de redução do risco cardiovascular exercem papel importante na prevenção do Alzheimer, aponta o documento, conforme notícia veiculada pelo jornal O Globo.
Segundo a reportagem, o diabetes chega a aumentar o risco de demência em 50%. Por isso, a obesidade e o sedentarismo, que são fatores de risco para o diabetes, passam também a ser vistos como alvo de ações importantes para a prevenção do Alzheimer.
O diagnóstico precoce é outro ponto-chave na batalha contra a Doença de Alzheimer. Através de avaliações neuropsicológicas, é possível detectar os indícios da instalação do quadro. A neuropsicóloga Marina Alves ressalta que essa identificação é importantíssima para que possam ser tomadas providências que possam retardar ou impedir o progresso da doença.
Junto com o acompanhamento médico e farmacológico, a abordagem neuropsicológica visa oferecer estímulos ao cérebro através de exercícios e terapias cognitivas. O objetivo aqui é estimular novas conexões neuronais e a preservação das funções não comprometidas.
Fonte: Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer/Alzheimer Austrália.
Essa publicação foi atualizada em 21 de setembro de 2019 06:12
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