Verão e pandemia: dicas para manter o bem-estar e a qualidade de vida dos idosos

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Neste ano, as férias de verão, assim como todas as atividades típicas de confraternização dos tempos festivos, ganharam novos enquadramentos. O risco de contágio pelo novo coronavírus é real, os números no Brasil ainda são muito preocupantes, e as pessoas com mais de 60 anos (assim como aquelas que têm determinadas comorbidades, tais como diabetes, obesidade, cardiopatias, etc.) são tidas como especialmente vulneráveis a complicações, caso sofram a Covid-19. Como então equacionar tudo isso e, ainda assim, manter uma boa qualidade de vida?

A fisiatra Midory Namihira , integrante do nosso Corpo Clínico, traz respostas que apontam para diversas soluções práticas e muito exequíveis para essa questão. Ela falou sobre o tema durante a live “Idosos e Qualidade de Vida na Pandemia” (que pode ser acessada clicando AQUI NESTE LINK). A entrevista foi realizada logo no início de dezembro, como parte do projeto “Manhãs da Vita”, conduzido pela jornalista Kelly Cardoso, e está disponível junto com outros vídeos no IGTV da Clínica Vita.

Dra. Midory: promover qualidade de vida para o idoso exige levar em consideração as condições e a realidade individual

A Fisiatria costuma ser muito referida como sendo, por excelência, “a especialidade da qualidade de vida”. Mas Midory lembra que isso remete a um conceito amplo, que pode ir ganhando configurações distintas, conforme cada faixa etária, e também de acordo com a realidade à volta de cada indivíduo. Entender isso é fundamental na hora de (re)pensar a rotina para um idoso, ainda mais agora, passados já quase 12 meses desde o início da pandemia.

Dependendo das possibilidades e limitações de cada um, muitas vezes, pequenas e simples atividades que essas pessoas consigam executar e ficaram suspensas ao longo do último ano, podem ter resultado em grandes impactos. “É preciso estar muito atento não só às questões da saúde física, mas também aos comprometimentos na parte social, mental e emocional, por exemplo. Pois tudo isso também é saúde”, salienta Midory.

A médica é sempre muito enfática ao lembrar que o distanciamento social (isto é, o cuidado com os contatos físicos muito próximos e com as aglomerações) continua sendo fundamental no contexto pandêmico que enfrentamos. Porém, isso pode e precisa ser feito de maneira saudável, sem que signifique um pretexto para o isolamento social do idoso.

Principais tópicos sugeridos para possíveis adaptações:

  • Observar que tipos de equipamentos para acesso a recursos digitais estão à disposição do idoso – e, havendo condições, investir, por exemplo, em telefones de fácil manuseio, TVs smart – que permitem a conexão com Internet para acompanhamento de atividades/programas em tela ampliada, etc.;
  • Ajudar na pesquisa de aplicativos, plataformas e programas no ambiente on-line, que permitam que o idoso acesse, interaja e participe com segurança;
  • Incentivar e dar o suporte necessário para o uso de redes sociais e o estabelecimento de redes/grupos de interação e troca de informações, de forma ativa e positiva;
  • Incentivar e viabilizar recursos para a continuidade de práticas de atividades físicas, dentro das condições de acesso de cada indivíduo;
  • Buscar formas de manter/retomar atividades terapêuticas, como Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoterapia, Psicoterapia, etc., adaptadas para os cuidados necessários dentro do contexto pandêmico;
  • Manter as consultas e procedimentos médicos de rotina, podendo-se recorrer também aos recursos de telemedicina, quando indicados e houver possibilidades de uso dos mesmos;
  • Respeitando os cuidados de biossegurança (como uso de máscara, desinfecção das mãos, etc.), manter contatos presenciais regulares com entes próximos;
  • Não sendo possível o contato presencial regular, manter rotinas de telefonemas e videochamadas, mostrando interesse e atenção ao que o idoso tem a dizer/contar;
  • Sendo possível, incentivar a participação em grupos presenciais reduzidos (e sob todos os cuidados de biossegurança) para a realização de atividades comuns (como caminhadas, exercícios físicos, jogos, orações, etc.).

Dra Midory é formada em Medicina Física e Reabilitação pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM-USP) e, além de integrar o Corpo Clínico da Vita, também coordenadora do Centro de Referência do Idoso de São Paulo. Com a sua experiência profissional, ela conhece de perto os fatores de impacto na saúde e no bem-estar da população idosa, bem como tem intimidade com ações e projetos bem-sucedidos para enfrentar esses desafios. Para saber mais sobre a médica e a sua área de atuação, clique nos links abaixo:

Saiba mais sobre a fisiatra Midory Namihira

Entenda o que faz um fisiatra

Essa publicação foi atualizada em 11 de janeiro de 2021 14:21

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