Verão reúne diversos gatilhos para quem tem enxaqueca

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Dias quentes e ensolarados são sinônimos de diversão para a maioria das pessoas. Menos para aquelas que sofrem de enxaqueca crônica. Para essas, muitas vezes, a estação representa um período penoso, com aumento da frequência das crises. Alguns cuidados, no entanto, ajudam a passar pela estação sem maiores sofrimentos.

Indivíduos que sofrem de enxaqueca são geralmente mais sensíveis a determinados estímulos sensoriais. Claridade e calor intensos devem ser evitados, sempre que possível. Por exemplo: planejar as saídas e os deslocamentos para períodos mais frescos do dia; adotar o uso de chapéus e óculos escuros, não só na praia, mas no dia a dia; usar roupas e calçados arejados e confortáveis.

A hidratação é outro ponto crucial para os enxaquecosos. A transpiração faz o corpo perder líquidos e sais minerais. Diante dessa carência, uma das primeiras reações de alerta do organismo costuma ser a dor de cabeça, sobretudo naqueles indivíduos já propensos a esse quadro. Carregar uma garrafinha com água mineral é, portanto, item obrigatório de prevenção.

A ingestão de outros líquidos que não sejam água já exige certos cuidados. Aqueles que contenham álcool são contraindicados, justamente porque essa substância leva à desidratação das células e também predispõe mais o organismo à hipoglicemia, situações que costumam culminar em dores de cabeça. Pela mesma razão, bebidas açucaradas, sobretudo as industrializadas, também podem ser gatilhos para a dor.

Sucos naturais de frutas e chás gelados sem açúcar costumam ser mais indicados para essas pessoas. Mas o autoconhecimento é um fator importantíssimo para os enxaquecosos, que muitas vezes podem ser sensíveis também a determinadas frutas e vegetais. Tudo passa também pela auto-observação.

Em seguida, vêm os cuidados com os petiscos. Alimentos gordurosos e industrializados devem ser preteridos. Pessoas propensas à enxaqueca reagem mal a eles.
Tratamento

A especialista em neurofisiologia cerebral, Simone Amorim, que trata de muitos pacientes que sofrem de enxaqueca crônica, lembra ainda que o controle do quadro é multifatorial e passa, necessariamente, pela revisão de diversos hábitos e estilos de vida.

“Sabemos, por exemplo, que a prática regular e bem orientada de atividade física, o controle nutricional, a qualidade do sono, tudo isso interfere na frequência e na intensidade das crises”, pontua.

A médica observa, também, que o tratamento com a toxina botulínica é hoje apontado como padrão ouro como medida profilática contra as crises.

“Este é um período do ano especialmente interessante para a realização desse procedimento, pois é quando muitas pessoas tomam a resolução de adotar novos hábitos e de fazer mudanças importantes que beneficiem a saúde e a qualidade de vida. Mas para o enxaquecoso, muitas vezes esse start é difícil, por causa da presença constante das dores e do mal-estar, sobretudo no calor do nosso verão. Aí a toxina botulínica pode entrar como uma grande aliada, afastando imediatamente as crises e permitindo que a pessoa tenha condição de se reprogramar para um novo estilo de vida”, observa.

A médica salienta que hoje não existe um remédio que cure a enxaqueca. Existe um conjunto de abordagens que, combinadas, proporcionam à pessoa que sofre desse problema a possibilidade de afastar e controlar as crises. “É um trabalho em conjunto entre médico e paciente”, define a especialista.

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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