Medicina do Sono

O que é Medicina do Sono?

A Medicina do Sono é uma subespecialidade de algumas áreas (Otorrinolaringologia, Pneumologia, Neurologia, Pediatria e Psiquiatria). Por isso, como pré-requisito para ser médico do sono, o profissional deve, em primeiro lugar, deter o título em alguma dessas especialidades e, depois, cursar as formações necessárias a essa área específica.

O campo de atuação do médico do sono é muito grande, pois envolve diversos subgrupos de doenças, tais como: os distúrbios respiratórios do sono, as insônias, as parassonias, os transtornos de movimentos, os grupos das doenças que cursam com sonolência excessiva, os distúrbios de ritmos circadianos, dentre outros quadros.

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O médico do sono deve ser consultado sempre que existir qualquer situação que esteja atrapalhando na quantidade de horas de sono (seja para mais ou para menos) ou na qualidade do sono (casos em que o sono não é reparador, apesar da pessoa dormir a quantidade suficiente de horas). Também é importante procurar o médico do sono quando o paciente apresenta qualquer comportamento “fora do normal” ao dormir. Isso inclui: roncos, movimentos involuntários, bruxismos, episódios de sonambulismo, terror noturno, etc. No adulto, muitas vezes, são os parceiros que notam esses comportamentos, fazendo com que a pessoa se atente para a necessidade de procurar um médico do sono. Em crianças, os pais é que, em geral, observam as alterações, ou mesmo os irmãos que dividem o mesmo quarto.

A consulta com o médico do sono normalmente é longa, pois envolve uma conversa ampla e detalhada a respeito dos hábitos diurnos e noturnos do paciente. O médico do sono também busca saber informações gerais sobre a rotina da pessoa, incluindo os seus horários, os tipos de atividades, os hábitos alimentares, etc. Os padrões de sono da pessoa ao longo da vida também serão questionados, bem como o seu histórico clínico e familiar. Não existem respostas certas ou erradas nessa avaliação pelo médico do sono. O grande objetivo aqui é traçar um painel das condições clínicas, fisiológicas e ambientais, para ajudar a compreender os impactos disso sobre a qualidade do sono.

Sim, sem dúvida! O exame mais conhecido que costuma ser solicitado pelo médico do sono é a Polissonografia – no qual o paciente dorme uma noite em uma clínica ou em um hospital, para monitorização do sono. Em versões mais simplificadas desse procedimento (como as Polissonografias Tipo 2, Tipo 3 ou Tipo 4), a pessoa tem a possibilidade de levar o equipamento para casa. Além disso, vem ganhando cada vez mais espaço o exame de Actigrafia, que se utiliza de um aparelho similar a um relógio de pulso, e funciona principalmente através de um acelerômetro, que o paciente usa por pelo menos duas semanas, de forma contínua. Dessa forma, o médico consegue avaliar o padrão de sono e de vigília, ao longo do período de uso. Além disso, o médico do sono muitas vezes solicita análises laboratoriais convencionais, como as de sangue, a fim de monitorar taxas que podem influenciar no funcionamento do organismo.

O grande foco das abordagens propostas pelo médico do sono é justamente o de ajudar o paciente a encontrar e viabilizar as condições para ter um sono adequado, tanto em quantidade como em qualidade, da forma mais natural possível (isto é, com pouca ou mesmo nenhuma medicação). Porém, em casos específicos, pode ser necessário fazer a prescrição de medicações (de uso contínuo ou temporário). 

O termo “higiene do sono” refere-se à adoção de hábitos e à realização de ajustes nas condições ambientais, que visem assegurar uma boa qualidade do sono. Mas é muito importante compreender que esse conceito NÃO é uma “receita de bolo”, com regras universais que se aplicam a todas as pessoas, embora existam, sim, comportamentos mais recomendáveis. É preciso ter em mente que cada paciente tem as suas particularidades, e que, por isso, mudanças e melhorias de hábitos de sono devem ser prescritas e aconselhadas de forma individualizada, levando em conta a rotina e o estilo de vida de cada um. O médico do sono tem, aqui, então um papel fundamental, que é o de equalizar todas as questões relevantes, conseguindo ajudar o paciente a realizar os ajustes que realmente precisam ser feitos, de forma segura e eficaz.

Sim. A Medicina do Sono é uma área multidisciplinar e, por isso, o médico do sono está sempre atento às possibilidades que podem beneficiar o paciente, levando em conta o seu perfil e as suas necessidades. Tais possibilidades terapêuticas podem incluir indicações como: prática de meditação, prática de atividades físicas, sessões de Neuromodulação, Psicoterapia, Acupuntura, dentre outras.

Sim. Os padrões de alimentação do paciente são um ponto de atenção do médico do sono, principalmente no que se refere à ingestão de substâncias estimulantes, como a cafeína e no consumo de alimentos que possam causar refluxo. Além disso, muitas vezes, são necessárias alterações com relação aos horários das refeições. Caso o médico do sono identifique que a pessoa necessita de alterações mais drásticas e profundas na sua dieta, ele poderá recomendar também a consulta a um nutricionista, para adoção de um programa específico.

Sim. O médico do sono atende desde crianças, adolescentes, adultos e idosos. A depender do caso, pode ser necessário o acompanhamento conjunto entre o médico do sono e outros especialistas, como o pediatra, o geriatra, etc.

O que existe são diferenças entre as doenças do sono mais prevalentes em cada faixa etária. Mas todas as idades estão sujeitas a apresentar algum distúrbio nessa área e a necessitar da avaliação e do acompanhamento por um médico do sono.

Distúrbio do sono é qualquer condição que afete a qualidade ou a quantidade de sono. Isso pode acontecer por diversas razões, e é justamente por isso que é tão importante a avaliação por um médico do sono, que é o especialista nessa área. Muitas vezes, as pessoas passam anos lutando contra os sintomas, sem saber que o essencial é identificar a causa, para, aí sim, garantir um tratamento eficaz. 

  • Insônia (dificuldades para iniciar ou manter o sono, ou ainda despertares antes dos horários desejados);
  • Roncos e apneia do sono (apneias obstrutivas, centrais e mistas);
  • Parassonias (que basicamente são comportamentos anormais durante o sono, dentre eles: sonambulismo, terror noturno, despertar confusional, transtorno comportamental do sono REM, transtornos de pesadelos, etc.);
  • Distúrbios de movimentos relacionados ao sono (síndrome das pernas inquietas, distúrbio do movimento periódico dos membros, bruxismo, etc.);
  • Distúrbios de ritmo circadiano (jet lag, avanços de fase, atrasos de fase, ritmo irregular, etc.);
  • Sonolências excessivas (síndrome do sono insuficiente, narcolepsia, síndrome de Kleine-Levin, etc.).

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