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a enxaqueca é uma patologia crônica.
NÃO tem cura, mas TEM controle!
Diagnóstico e tratamento da enxaqueca
A enxaqueca é um dos tipos mais prevalentes de cefaleia (dor de cabeça). Cientificamente chamada de migrânea crônica, a estimativa é de que essa patologia acometa cerca de 30% da população mundial. Embora sua incidência seja maior entre mulheres adultas que ainda não vivenciaram o período da menopausa, ela também acontece com homens e também pode surgir em outras faixas etárias, podendo acometer inclusive crianças.
Como o próprio nome científico aponta, trata-se de uma patologia crônica. Não há cura para a enxaqueca. Porém, hoje em dia, há o consenso de que é possível o controle eficiente do quadro, sendo a terapêutica com toxina botulínica (tratamento com Botox) considerada em todo o mundo como o “padrão-ouro” no conjunto de medidas eficientes.
Após o diagnóstico positivo de enxaqueca, a terapêutica com toxina botulínica costuma ser indicada como o ponto de partida para dar as condições clínicas necessárias para que o paciente inicie um programa multidisciplinar de tratamento, que poderá ou não contar também com o uso de medicações orais e que envolve adaptações na rotina e no estilo de vida, a fim de afastar os principais gatilhos potenciais das crises. Terapias e abordagens complementares também costumam ser muito bem-vindas, sendo que entre elas se destacam:
• Avaliação e acompanhamento nutricional;
•Neuromodulação (procedimento indicado para tratar a depressão – comorbidade mais prevalente no quadro enxaquecoso);
• Sessões de Acupuntura (estudos científicos demonstram a eficiência dessa terapêutica para diminuição das dores e frequência de crises);
• Psicoterapia (transtornos psicoemocionais são comorbidades comuns ao quadro enxaquecoso – seja como causa ou consequência da incidência das crises);
• Biofeedback (técnica de autocontrole psicofisiológico, que pode ser associada à psicoterapia).

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