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O que é a Morte Súbita em Epilepsia?

Produzido por
Clínica Vita

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A morte súbita relacionada à epilepsia pode sim acontecer e, infelizmente, ela é mais comum do que a maioria das pessoas imagina. Recentemente, o caso do jovem ator Cameron Boyce, uma celebridade do Canal Disney, chamou a atenção do mundo para esses riscos.

Jovem celebridade da Disney, Cameron Boyce foi vítima de uma crise epiléptica durante o sono

Aos 20 anos, Boyce faleceu durante o sono, no dia 06 de julho, na sua casa, em Los Angeles, na Califórnia (EUA). Após muitas especulações sobre a causa da morte, a autópsia confirmou o que a família havia afirmado: Boyce, que era epiléptico, morreu em consequência de uma crise sofrida enquanto dormia.

A neurofisiologista e neurologista infantil Simone Amorim explica que a epilepsia é uma desordem neurológica, marcada por uma desregulação no sistema elétrico do cérebro. As mortes relacionadas à patologia geralmente acontecem em decorrência de episódio convulsivo generalizado, que toma todo o cérebro e surge ao longo das horas de sono.

Clinicamente, esse quadro tem o nome de Morte Súbita em Epilepsia (SUDEP), sendo que os seus mecanismos fisiopatológicos ainda não estão completamente esclarecidos pela ciência.

Contudo, os estudos recentes apontam para anormalidades respiratórias e/ou cardiovasculares ocorridas durante (ou imediatamente após) a crise epiléptica. Sendo assim, hoje, o controle das crises é referido como a melhor estratégia para prevenir esses casos.

DIETA CETOGÊNICA

“Reduzir ao máximo possível os episódios de convulsão é o objetivo número um no tratamento da epilepsia. Isso é feito principalmente por meio de terapia medicamentosa e também com o importante contributo da dieta cetogênica, que apresenta níveis de evidência muito significativos quanto à sua eficácia nesses quadros”, salienta a médica.

A dieta cetogênica para o controle da epilepsia é traçada de forma personalizada para cada paciente

Durante uma crise epiléptica, as células nervosas comportam-se de forma anormal e exagerada. É isso que leva às tão temidas convulsões, aos espasmos musculares e à perda de consciência. Dentre outros sintomas, podem ocorrer também náuseas e vômitos.

Segundo Simone Amorim, hoje em dia existem medicações muito eficientes para controlar essas ocorrências. Mas ainda assim ocorrem as chamadas epilepsias de difícil controle e, para esses casos, a dieta cetogênica figura como um contributo especialmente importante, tendo sido incluída, inclusive, no novo protocolo da Liga Brasileira de Epilepsia.

“Basicamente, trata-se de uma dieta que vai promover a supressão de carboidratos simples e privilegiar o consumo de boas gorduras. Mas isso de uma maneira muito individualizada, por meio de um plano alimentar especial, traçado com exclusividade para cada paciente, podendo contar também com algumas suplementações. Isso é feito por um profissional de Nutrição, especializado nessa área, a partir do encaminhamento do neurologista”, resume (leia aqui mais sobre o programa da dieta cetogênica).

TRATAMENTO DA EPILEPSIA

Uma vez em curso o tratamento de controle da epilepsia, são recomendados ainda os seguintes procedimentos: atenção aos níveis de estresse vivenciados pelo paciente, prática de atividade física sempre orientada por profissional, supressão total de consumo de bebidas alcoólicas e uma rotina regular de sono.

Para uma maior tranquilidade, sugere-se ainda o uso de babás eletrônicas (mesmo no caso de jovens e adultos) no quarto do paciente, como medida preventiva de reforço. Dessa forma, membros da família podem ser alertados no caso de uma crise convulsiva durante a noite, indo verificar se está tudo bem, caso ouçam algum barulho estranho no aparelho.

Se a pessoa estiver em crise, esta deve ser devidamente monitorada, enquanto durar, seguindo as orientações médicas. Terminada a convulsão, é importante ajudar a pessoa a despertar, com muita CALMA e TRANQUILIDADE. Isso ajuda o cérebro a retomar as suas funções normais.

Essa publicação foi atualizada em 25 de agosto de 2019 09:49

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