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Cigarro da mãe aumenta risco de hiperatividade em crianças

2012-08-29T00:00:00+00:00 29 de agosto de 2012|Destaques, Notícias|0 Comments

Os males que o cigarro traz para quem fuma são devastadores e devem servir de argumento suficiente para o abandono do vício. Porém, o alerta da pediatra e nefrologista infantil Ana Catarina Macedo vai ainda mais além: os filhos de quem fuma podem pagar um preço alto pelo tabagismo dos pais.

Ao longo da infância, filhos de fumantes podem ter dificuldade de aprendizado, atraso no desenvolvimento da linguagem e mais problemas de comportamento, como hiperatividade e distúrbios de atenção. Os problemas começam já na gestação, pois, segundo a médica, as substâncias tóxicas do cigarro prejudicam a placenta, que é responsável pelo transporte de oxigênio e nutrientes para o feto.

O bebê nascido de uma gestante tabagista também possui risco aumentado de morte súbita, sem contar que o tabagismo materno aumenta o risco de aborto, de sangramentos e de parto prematuro, entre outras complicações. “Geralmente esses bebês nascem com baixo peso. Em média, 500g menos do que deveria pesar”, diz. E, durante o aleitamento, o bebê de uma fumante recebe a nicotina através do leite. “Isso pode até mesmo levar a intoxicação na criança, com sintomas como agitação, vômitos, diarréia e taquicardia”, explica Ana Catarina.

Os pais e outros adultos fumantes que morem na mesma casa que a criança também devem estar cientes do que a exposição passiva pode causar: em crianças de até um ano de idade há maior prevalência de problemas respiratórios como bronquite, pneumonia e bronquiolite, quando comparadas com aquelas que não convivem com fumantes.

Além disso, o tabagismo passivo na criança, nos seus primeiros anos de vida, dobra o risco de asma e pode levar a um deficit na função pulmonar de até 3% a 5%, conforme descreve a especialista.

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