Segundo o especialista, a maioria dos infartos nessa faixa etária ocorre predominantemente em homens, apesar de estar sendo observado um aumento considerável de mulheres atingidas pelo problema, nos últimos anos. Alguns fatores de risco costumam estar associados a essas incidências:
Embora problemas genéticos possam estar associados às altas taxas de lipídios (gorduras) no sangue, outras situações também podem levar a esse desequilíbrio, tais como: diabetes mal controlado, uso de determinadas medicações, abuso no consumo de álcool e utilização de altas doses de anabolizantes. A obesidade também tem influência significativa no metabolismo lipídico e deve ser encarada como importante fator para o seu controle.
Dr. Aécio Gois chama atenção ainda para a grande prevalência dos quadros de depressão ou, pelo menos, de sintomas depressivos antecedendo ou precedendo os casos de infarto. Por isso, além da adoção de um estilo de vida saudável e da realização de check-ups médicos regulares, o cardiologista também incentiva a atenção à saúde psicoemocional.
No artigo disponível aqui neste link, escrito especialmente para o Blog da Vita, o especialista alerta também para a solidão (que é diferente da depressão, mas um fator potencialmente desencadeante da mesma) como uma importante questão de Saúde Pública. Segundo ele, o problema afeta cada vez mais jovens nas faixas etárias entre 18 e 22 anos (geração Z) e entre 23 e 37 anos (geração Y).
O infarto é ainda um quadro mais prevalente entre pessoas com mais de 50 anos de idade, sendo que a sua principal causa entre essa população é a aterosclerose (obstruções coronarianas). Contudo, o infarto em pessoas jovens, com menos de 45 anos, costuma apresentar uma taxa de mortalidade até cinco vezes maior e dificilmente está relacionado a obstruções coronarianas.
As consultas preventivas ao cardiologista podem fazer toda a diferença nesses casos. Hoje, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) recomenda que jovens saudáveis realizem a primeira visita a esse especialista aos 20 anos de idade. Se tudo estiver bem e o paciente não apresentar nenhum fator que o coloque em grupos de risco, o retorno pode acontecer a cada cinco anos, passando a ser anual a partir dos 35 anos de idade.
Já quando a pessoa apresenta algum fator de risco, esse acompanhamento deve acontecer na frequência solicitada pelo médico. Todos os exames solicitados devem também ser realizados dentro dos prazos e levados para avaliação pelo profissional.
Essa publicação foi atualizada em 13 de setembro de 2019 09:02
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