O fato de ser diagnosticado com uma doença grave como um tumor, por exemplo, nem sempre representa motivo suficiente para que fumantes abandonem o vício. Isso mostra o quanto a dependência, também ela, deve ser encarada como doença, exigindo ajuda especializada para a sua superação.

Na Clínica Vita, a drª Célia Lídia da Costa, especialista em Psiquiatria-psico-oncologia e Tabagismo, desenvolve uma abordagem terapeutica para pacientes que lutam para deixar o cigarro, seja como uma atitude preventiva para evitar o aparecimento de futuras complicações, seja como uma medida de emergência que possa aumentar a sobrevida e a qualidade de vida de pacientes que já tenham diagnóstico de alguma doença em decorrência do tabagismo, como o câncer.

A drª Célia, que orientou uma pesquisa recente do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital A.C.Camargo, conta que o estudo revela que mais de 40% dos pacientes relutam em abandonar o cigarro mesmo após receberem o diagnóstico de um tumor de cabeça ou pescoço. Esse percentual foi observado em um universo de 350 pacientes acompanhados durante um ano e avaliados a cada três meses pela equipe de pesquisadores.

Confira entrevista da drª Célia Lídia para o blog da Vita, onde ela esclarece mais sobre dependência e as alternativas para ajudar quem quer deixar o cigarro