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Durante o 8º Congresso Mundial de Neuroreabilitação, realizado na última semana, em Istambul, na Turquia, um dos pontos altos foi a apresentação de diversos trabalhos e pesquisas unindo a Neurociência à tecnologia de última geração.
Durante o evento foi feita a apresentação de um exoesqueleto usado por um paciente paraplégico, que conseguiu se colocar de pé e dar diversos passos, conforme relata a diretora clínica da Vita, Simone Amorim, que acompanhou o Congresso e chegou a fazer um pequeno vídeo do acontecimento (veja aqui).
O auxílio da Robótica na melhoria das condições de vida dos pacientes com lesões medulares foi um dos grandes destaques do evento, segundo a médica.
“Ver ao vivo uma pessoa paraplégica ficar de pé e caminhar, mesmo que pequenas distâncias, foi algo de uma emoção indescritível”, revela ela, que é especialista em Neurofisiologia e Neurologia Infantil.
Simone salienta que, obviamente, ainda estamos muito longe da performance vista na ficção – e chegar lá nem é o objetivo. O que se pretende é, acima de tudo, abrir novas perspectivas para os pacientes que perderam seus movimentos.
O exoesqueleto apresentado na Turquia é semelhante ao que está sendo projetado para ser apresentado ao mundo na abertura da Copa 2014, no Brasil, em julho, quando um paraplégico dará o chute inicial na abertura dos jogos –, coroando um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, junto com mais 170 pesquisadores da Universidade de Duke, nos EUA.
O equipamento é eletromecânico e funciona à bateria, por meio de softwares que são programados de acordo com as condições clínicas de cada paciente. Ele dispõe de sensores que enviam o comando do movimento de forma total ou parcial para os membros comprometidos.
A médica explica que, nos estágios em que os estudos se encontram, a tecnologia ainda não é elegível para uso em todos os pacientes. Além disso, os custos para o desenvolvimento de cada equipamento são ainda muito altos.
Entretanto, ela sublinha que os avanços nessas pesquisas são importantíssimos e abrem novas perspectivas para as pessoas que tiveram os movimentos comprometidos. “Acima de tudo, hoje, o mais importante é saber que a ciência caminha a passos largos no desenvolvimento de dispositivos que podem proporcionar maior autonomia e uma nova realidade para esses pacientes no futuro”, frisa.
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