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Quem precisa de um fonoaudiólogo?

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Hoje é Dia do Fonoaudiólogo. Mas o que exatamente faz este profissional da saúde e quais são as situações em que a ajuda dele é fundamental?

Regulamentada no Brasil desde 1982, a profissão é relativamente nova, quando comparada com outras ligadas à área da Saúde, sendo que o campo de atuação desses profissionais é mais vasto do que muitos imaginam.  Sessões de Fonoaudiologia são essenciais, por exemplo, nos tratamentos de reabilitação de pacientes com comprometimentos neurológicos.

De uma forma geral, crianças e adultos portadores de necessidades especiais, com síndromes e dificuldade na comunicação, podem ser beneficiados por sessões de Fonoaudiologia, conforme esclarece a fonoaudióloga Joyce Fialho.

Além disso, crianças em tratamento ortodônticos,  idosos com dificuldades  para engolir e/ou ouvir, profissionais da voz (cantores, locutores, advogados e professores), crianças com dificuldade de aprendizagem que realizam trocas na escrita (como  Dislexia, Déficit de Atenção e ou Hiperatividade, dificuldade de concentração, Déficit de Processamento auditivo central), deficientes auditivos, entre outros, também fazem parte do universo de atenção dos profissionais da área.

Na entrevista abaixo, a especialista esclarece mais sobre a atividade e suas possibilidades de atuação.

Blog da Vita – Aqui neste espaço são diversos os posts em que citamos tratamentos multidisciplinares que, necessariamente, envolvem o papel do fonoaudiólogo. Isso ocorre muito na Neurologia e na Neurologia Infantil, por exemplo. Fale sobre a importância desse trabalho com outros profissionais de Saúde:

Joyce – Profissionais como neurologista, geriatras, pedriatras e ortodontistas, por exemplo, são os profissionais que detectam  primeiramente  alteração no paciente e encaminham para avaliação fonoaudiológica. Quando a mãe percebe que o filho está demorando para começar a falar, ela irá procurar o médico da criança. É fundamental que este profissional faça o encaminhamento para o fonoaudiólogo, para a criança ser  avaliada  e, se necessário, iniciar a terapia ou para que seja realizada uma orientação à família. Sem essa consciência da importância do encaminhamento e do trabalho multidisciplinar, o diagnóstico poderá vir de forma tardia, impedindo o início de um tratamento precoce e mais eficiente para o pleno desenvolvimento da fala dessa criança, por exemplo.

BV- Além dos pacientes com déficit neurológico, que outro perfil de paciente é indicado para ser acompanhado por um fonoaudiólogo?

Joyce – Crianças e adultos portadores de necessidades especiais, com síndromes e dificuldade na comunicação, em tratamentos ortodônticos (apresentam interposição de língua),  idosos com dificuldades  para engolir e ou ouvir, profissionais da voz (cantores, locutores, advogados e professores), crianças com dificuldade de aprendizagem que realizam trocas na escrita (como  dislexia, déficit de atenção e ou hiperatividade, dificuldade de concentração, déficit de processamento auditivo central), deficientes auditivos, entre outros.

BV – Então muitos profissionais, mesmo que não tenham nenhum problema aparente na fala, também podem ser beneficiados por sessões de fonoaudiologia. É possível dizer, de uma forma geral, quais são os aspectos principais trabalhados com essas pessoas?

Joyce – Em primeiro lugar, o cuidado com a voz é primordial. Um atleta precisa estar em boa forma e com saúde perfeita, o jogador  precisa de aquecimento antes da partida de futebol…E assim também o profissional da voz precisa ter acompanhamento, preparo e aquecimento  para manter a saúde vocal. De uma forma geral, esses profissionais têm a desenvolver, na comunicação verbal, aspectos como: dicção, vocabulário e expressão corporal que  são essenciais no processo comunicativo.

BV – É verdade que a Fonoaudiologia também pode ajudar pessoas com labirintite no seu processo de rabilitação. Explique, em linhas gerais, como é isso.

Joyce – Muitas pessoas que se queixam de ter Labirintite apresentam, na verdade, a Cinetose ou algum tipo de distúrbio do aparelho vestibular. Isso se caracteriza pela sensação de enjoo ou náusea quando se anda de qualquer meio de transporte ou se movimenta de forma inabitual, perturbando o sistema vestibular. Podem ocorrer também: vertigem, perda de equilíbrio, falhas na memória, raciocínio lento e ou confuso, sudorese, nistagmo – que é a oscilação repetida e involuntária do ritmo em um ou ambos os olhos-, dores de cabeça, palidez, dificuldade em atividades de leitura ou como assistir televisão.

O tratamento desses quadros pode ser realizado através de exercícios na terapia de reabilitação vestibular, junto a um fonoaudiólogo. O médico responsável pelo diagnóstico e tratamento é o otorrinolaringologista, mas, devido aos sintomas difusos, o paciente costuma ser atendido por diversos especialistas.

BV – Você acha que é possível dizer que a profissão já é uma atividade amplamente conhecida pela população ou ainda faltam esclarecimentos?

Joyce – Costumo falar que Fonoaudiologia é uma jovem de 30 anos. Cada dia ela se torna mais conhecida. Mas, infelizmente, o reconhecimento ainda é pequeno, creio pelo fato de ser uma profissão “nova” e que ainda está conquistando o mercado. Devagar entram em áreas que eram restritas a médicos e engenheiros, por exemplo. Com campanhas e divulgações  por meio da mídia, estamos alcançando mais a parcela da população que não sabe sobre as competências do fonoaudiólogo, dando enfoque à importância do profissional para a saúde e o bem-estar.

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