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As mídias sociais e a importante relação médico-paciente

Produzido por
Dra. Simone Amorim

Neurofisiologista e Neurologista Infantil

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Simone Amorim,
Neurofisiologista e neurologista infantil

Há lugar para as mídias sociais na Medicina?

Em fevereiro, estive em um congresso internacional, em Amsterdã, na Holanda, e felizmente pela primeira vez vi uma real preocupação do meio científico e acadêmico em colocar esse questionamento para médicos e outros profissionais da área da Saúde.

Na plateia havia centenas de médicos, de várias idades e de todas as partes do mundo. Quando questionados sobre quantos de nós usávamos as redes sociais com finalidades profissionais, vimos que alguns poucos, de forma tímida, levantaram as mãos.

Era como se não pudéssemos ou não fosse ético utilizarmos redes sociais como profissionais.

Passada essa fase inicial, o que vimos foi um show de apresentação de estatísticas. Creio que ali ninguém tinha tais números em mente.

  • Cerca de 3 bilhões de pessoas no mundo são usuárias ativas da Internet;
  • 2,1 bilhão de pessoas têm alguma conta em alguma rede social;
  • 1,7 bilhão de pessoas têm contas contas ativas em redes sociais;
  • 3,65 bilhões de pessoas têm acesso à Internet móvel, via smartphones e tablets.

A era digital é uma realidade do mundo moderno e já é um caminho sem volta. A revolução tecnológica está ao nosso redor, presente nas coisas mais simples e cotidianas das nossas vidas.

A cada minuto surgem novidades na web e aplicativos nos smartphones, que visam agilizar, facilitar, encurtar distâncias, informar e uma vez acostumados a todas essas praticidades, não conseguimos nos imaginar de volta a era analógica.

Pensando assim, uma outra pergunta nos foi feita:

– Por que médicos não poderiam se relacionar com seus pacientes e com a sua comunidade via Internet?

– E eu respondi internamente: – E quem disse que não podemos? Podemos, sim.

No entanto, em se tratando de Medicina e redes sociais, nem tudo é assim tão simples, tão fácil. Talvez por isso, houve toda aquela timidez no início da apresentação/aula.

Quando nós, médicos, decidimos iniciar um canal de comunicação com nossos pacientes via web, é necessário ter em mente alguns preceitos fundamentais e inerentes à profissão, tais como: confidencialidade, ética, responsabilidade e respeito ao nosso paciente e leitor.

Uma importante ressalva há que se fazer aos órgãos institucionais que regulamentam nossa profissão – no nosso caso, o CFM (Conselho Federal de Medicina) – que permite ao médico o livre trânsito na Web, desde que com finalidades educacionais, e veda a ele prescrição de medicamentos, consultas ou formulações de hipóteses diagnósticas sem a devida avaliação presencial do paciente (leia mais sobre essa questão aqui neste link).

Bem, agora que vi e ouvi sobre as mídias sociais dentro de uma sala de aula de um congresso médico internacional, estou convicta de que as discussões estão abertas, e de que tanto médicos, quanto pacientes, têm muito a aprender com esta nova realidade virtual.

Essa publicação foi atualizada em 24 de agosto de 2019 15:42

As opiniões expressas nesse artigo são de responsabilidade de seus respectivos autores.
Caso deseje entrar em contato conosco, escreva para blogdavita@vitaclinica.com.br
Produzido por
Dra. Simone Amorim

Neurofisiologista e Neurologista Infantil

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