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Brincadeiras juninas estimulam desenvolvimento e aprendizagem

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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É tempo das deliciosas festas juninas. Portanto, um momento interessante de chamar a atenção de pais e educadores para a importância estratégica que muitas brincadeiras típicas podem ter para o desenvolvimento infantil.

Segundo a fonoaudióloga Joyce Fialho, dinâmicas onde as crianças se dispõem em roda, cantam cantigas e obedecem a comandos, por exemplo, são muito benéficas para o desenvolvimento da linguagem global e oral (a fala).

“Essas oportunidades são muito importantes para todo o processo de aprendizagem, pois permitem a troca de experiências com o ambiente e com outras pessoas, além da aquisição de todo o contexto linguístico do mundo ao redor”, ressalta.

Por isso, sempre que possível, é muito bom abrir espaço para as brincadeiras tradicionais – que têm perdido lugar, frente à supremacia dos jogos eletrônicos e todo o aparato tecnológico que nos rodeia.

“A tecnologia é muito bem-vinda também, mas devemos lembrar que é através do faz de conta que a criança tem acesso à aprendizagem e que usar todos os meios sensoriais, como visão, audição, tato, olfato e paladar, para vivenciar esses momentos lúdicos, é algo muito importante para o seu pleno desenvolvimento”, explica Joyce.

A pedido do Blog da Vita, a fonoaudióloga preparou uma lista de sugestões de jogos e brincadeiras que podem e devem estar presentes nas festas juninas, apontando como cada um contribui para o desenvolvimento infantil:

– Jogo de Amarelinha: sabe aquele jogo de desenhar com giz os quadrinhos no chão e cada criança ter de ir pulando com um ou dois pés, conforme as marcações? Pois é, ele colabora com o desenvolvimento do equilíbrio, da coordenação motora e serve como iniciação à contagem simples.

– Pular corda sob comando de cantigas: é um exercício que tem estreita relação com a famosa psicomotricidade, tão falada pelos especialistas. Afinal, envolve: equilíbrio, coordenação, atenção, concentração, processamento temporal com ritmo, frequência e duração, etc.

– Dançar quadrilha: estimula as habilidades de processamento auditivo. Afinal, temos que estar atentos às ordens das marcações e seguir os comandos verbais, ignorando o “ruído” (a música e os outros sons à volta) para executar a tarefa orientada. Isso envolve uma tarefa auditiva chamada de escuta dicótica, habilidade de figura-fundo, além da atividade motora integrada à audição, que envolve integração sensorial.

-Telefone sem fio: nesta brincadeira, que pode ser feita com as crianças cochichando ao pé do ouvido do amigo que vem a seguir ou, então, usando latinhas de molho unidas por barbantes, para transmitir a mensagem (o que rende também um pequeno experimento científico), ocorre um importante estímulo para discriminar sons verbais – pois quem não processa bem a informação, não entenderá bem e passará uma mensagem errada adiante.

Dança das cadeiras: ajuda a aprender a detectar, com agilidade, a presença do som e a ausência dele – uma vez que quem não se move rápido para pegar um lugar quando a música para, acaba ficando de pé.

– Morto/Vivo: é uma divertida brincadeira para ajudar a estimular a discriminação dos sons, alternando entre o som grave (morto) e o agudo (vivo).

Pique-esconde: é outra brincadeira onde a criança também tem de estar atenta aos comandos verbais e manter a atenção sonora em toda a área onde a brincadeira estiver transcorrendo, por causa das contagens e dos avisos de quem vai sendo encontrado.

– Cadeia Musical: o preso terá que cantarolar músicas escolhidas pelo carcereiro para poder sair da prisão. É uma gostosa maneira de estimular a percepção de ritmo.

– Cobra-cega (ou cabra-cega): a criança tem que encontrar a outra pelo seu som ou pela sua voz. Ajuda na discriminação e na localização sonora.

– Eu-fui-à-feira: “eu fui à feira comprar melão…”, e cada um vai incluindo uma fruta, até o ponto de termos uma bela lista. Envolve memória auditiva e organização.

Escravos de Jó: sentadas em rodas com caixas ou pedrinhas nas mãos, as crianças começam a cantar “escravos de Jó, jogavam caxangá, tira, põe, deixa ficar, guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigué-zá…”. Ao seguir as ordens da música, realizando as ações, a criança vai treinando a atenção e o processamento auditivo, desenvolvendo a habilidade de seguir comandos orais verbais e não verbais, já que a música também pode ser cantada tipo “lá-lá-lá”, ou mesmo assobiada.

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