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Caso de estudante paulista expõe violência e discriminação contra pessoas gagas

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Por ser gago, um estudante de 8 anos de idade foi arrastado por colegas sobre cascalhos, no último dia 10, dentro de uma unidade escolar da rede municipal de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A violência física deixou marcas nas costas do garoto e fez com que o caso ganhasse destaque em alguns jornais e nas redes sociais.

O caso choca pela violência física, mas toda a violência verbal e psicológica da qual

Goroto que sofre bullyng na escola por causa de gagueira teve as costas machucadas por outros alunos. FONTE da imagem: G1/Globo.com

as pessoas que têm gagueira costumam ser vítimas, ao longo de toda a sua vida, também costumam deixar profundas marcas emocionais. Segundo relatos da mãe, o estudante já vinha sofrendo há tempos com o bullyng no ambiente escolar.

A gagueira é um distúrbio da fala que atinge cerca de 5% da população mundial e, embora seja um problema universalmente conhecido, desde os tempos mais remotos, ainda hoje são muitas as manifestações de ignorância e intolerância diante do quadro.

A fonoaudióloga Joyce Fialho explica que, cientificamente, muito ainda precisa ser descoberto e explicado sobre os mecanismos que levam à gagueira. Mas é categórica ao afirmar que, definitivamente, essa NÃO é uma condição voluntária.

“Ninguém gagueja porque quer. E sofrer hostilidades, pressão e discriminação por causa da gagueira é algo que tende a agravar ainda mais o quadro para essas pessoas”, enfatiza.

O que é consenso, hoje em dia, é que a gagueira pode ser causada por múltiplos fatores: genéticos, neurofisiológicos e cognitivos.

Quanto mais cedo é iniciada a terapia fonoaudiológica, melhores são os resultados. Familiares e educadores da criança com gagueira também devem ser orientados para saber lidar com o quadro.

Segundo Joyce, quanto mais cedo a terapia fonoaudiológica é iniciada, melhores são os resultados para o pleno desenvolvimento da fala. “Entre 2 e 4 anos de idade, a criança poderá apresentar a chamada gagueira fisiológica, que é um quadro que pode ou não desaparecer espontaneamente. Por isso, a partir da manifestação dos sintomas, é importante avaliar cada caso e, se necessário, orientar os pais sobre como proceder e iniciarmos a intervenção, se for o caso”, explica.

Tanto para as crianças quanto para os adultos que têm gagueira, a fonoterapia oferece meios para melhorar muito o seu desempenho de comunicação e, consequentemente, as suas interações sociais e a qualidade de vida. “Mas, mesmo a despeito disso, acima de tudo esses pacientes merecem e precisam de respeito. Discriminar, subestimar ou prejulgar esses indivíduos por causa da sua condição é um ato de profunda ignorância e um desserviço à nossa sociedade!”, frisa a fonoaudióloga.

SAIBA MAIS SOBRE A GAGUEIRA

– NÃO existe uma só causa que explique a gagueira. Esse quadro é visto hoje pelos especialistas como um fator psicobiológico, no qual influenciam: predisposição (genética e/ou neurológica), questões ambientais e gatilhos psicoemocionais (como medo e ansiedade);

– Brigar com a criança, repreendendo quando ela gagueja ou, então, rir da sua condição e menosprezar as suas capacidades por causa da gagueira são comportamentos que NÃO ajudam a contornar o quadro e que podem contribuir para agravá-lo. Por isso, a ajuda especializada é fundamental para orientar a família, assim como a exigência de um ambiente escolar que promova o acolhimento e a integração desse aluno;

– Conversar com a criança, olhando nos seus olhos, falando pausadamente e repetindo as palavras corretamente, sem deixá-la ansiosa, é uma forma recomendável de estimular o pleno desenvolvimento da linguagem oral;

– Algumas vezes, a abordagem para o tratamento da gagueira precisa ser multidisciplinar, envolvendo também acompanhamento psicológico. É sabido que fatores como tensão, estresse, ansiedade, insegurança e traumas costumam estar relacionados ao quadro.

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