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Momento exige mobilização de todos contra o Aedes aegypti

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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O mosquito Aedes aegypti transmite o zika vírus, a dente e a febre chikungunya.

O momento exige mobilização da população e empenho das autoridades de Saúde para promover medidas efetivas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Afinal, agora, além da dengue, que traz riscos reais de morte e tem apresentado formas cada vez mais agressivas a cada ano, sabemos que a picada do inseto também pode transmitir a febre chikungunya e o zika vírus – que está relacionado com o expressivo aumento dos casos de microcefalia em recém-nascidos (são 739 casos confirmados, até o momento), em diversos Estados do Nordeste, segundo o Ministério da Saúde (veja aqui a notícia da confirmação).

“As medidas de combate ao mosquito, em todo o país, precisam ser reforçadas, pois a tendência do vírus é circular”, alerta a neurologista infantil e neurofisiologista Simone Amorim.

As medidas de combate ao mosquito, em todo o país, precisam ser reforçadas.

No início deste mês, a médica participou de discussões em torno da questão da microcefalia, durante o X Congresso Brasileiro de Neurologia Infantil, em São Paulo, estando reunida, inclusive, com as primeiras profissionais do país que chamaram a atenção para o surto de microcefalia, as neuropediatras Vanessa van der Linden e Ana van der Linden.

“Existem muitos pontos a esclarecer e é muito importante orientar a população neste momento. O principal é deixar claro que, mesmo que fique comprovada a relação do zika com os casos de microcefalia, isso não significa que todas as gestantes que pegaram o vírus irão ter bebês microcéfalos. Mas isso significa que há um aumento do risco e, por isso, é importantíssimo reforçar as medidas de proteção contra as picadas”, esclarece.

A médica lembra ainda que, mesmo antes do aparecimento do zika, a dengue sempre esteve relacionada com o aumento de riscos de partos prematuros.

Diante do panorama atual, a dermatologista Tallita Rezende explica que, no momento, a aplicação de repelentes na pele é um cuidado importante para as grávidas. “Os produtos de uso tópico, à base de dietiltoluamida (DEET) e à base de Icaridina estão entre os mais indicados para as gestantes. Eles são eficazes contra o mosquito Aedes aegypti e são fáceis de encontrar no mercado”, salienta (confira no fim da página as principais orientações para as gestantes).

A aplicação de repelentes na pele é um cuidado importante para as grávidas.

A enfermeira da Clínica Vita, Tuane Pacheco, por sua vez, conta que tem procurado reforçar as orientações sobre a importância do combate ao mosquito junto a todos os pacientes com os quais tem contato.

“O enfermeiro tem como uma de suas atribuições a educação em saúde, e como sabemos, a melhor forma de se evitar a dengue, o zika vírus e o chikungunya é por meio do controle da proliferação do mosquito Aedes aegypti. Neste momento, é importante que as pessoas entendam que isso exige a mobilização de todos”, diz.

Tuane faz questão de lembrar também que, apesar da necessidade de reforçar os cuidados com as gestantes neste momento, as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti podem atingir qualquer pessoa, independentemente de fatores como idade, sexo ou região de moradia.

As doenças transmitidas pelo Aedes aegypti podem atingir qualquer pessoa, independentemente de fatores como idade, sexo ou região de moradia.

PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES PARA COMBATER O MOSQUITO

A fêmea do Aedes aegypti põe ovos de 4 a 6 vezes durante a sua vida e pode colocar mais de 100 ovos de cada vez, preferencialmente em locais que tenham água limpa e parada. Por isso, os procedimentos recomendados à população são:

  • Preencher os pratos de vasos de plantas com areia;
  • Limpar as calhas e lajes das casas;
  • Manter caixas d’água, latões e tambores bem fechados;
  • Manter quintais limpos, retirando dos mesmos quaisquer recipientes que possam acumular água parada;
  • Eliminar a água que se acumula em plantas como bambus, bromélias, entre outras;
  • Manter o lixo tampado e seco até o seu recolhimento;
  • Tampar garrafas antes de colocá-las no lixo;
  • Identificar na vizinhança terrenos vazios e casas desocupadas, ajudando a localizar os donos, para verificar se existem criadouros. Quando o foco do mosquito for detectado, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada;
  • Colaborar com as visitas dos agentes de saúde, permitindo a inspeção da casa e do terreno.

PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES PARA EVITAR AS PICADAS

O ciclo de transmissão de doenças começa quando a fêmea do Aedes aegypti pica uma pessoa que esteja com dengue, zika vírus ou febre chikungunya. Após alguns dias, o vírus se reproduz no organismo do mosquito e ele passa, assim, a transmitir o vírus a outras pessoas que picar, daí por diante. 

  • O mosquito Aedes aegypti geralmente pica durante o dia. Por isso, as barreiras de proteção contra as suas picadas não devem ser negligenciadas nesse período;
  • O uso de repelentes é uma maneira muito eficiente de evitar as picadas, sendo que grávidas e pessoas com problemas alérgicos devem procurar orientação médica para avaliar quais são os produtos mais seguros para o seu caso;
  • A colocação de telas nas janelas e o uso de mosquiteiros também são medidas que reforçam as barreiras para evitar a entrada do mosquito em casa;
  • O uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador também é recomendado – lembrando que isso NÃO substitui as medidas de eliminação de ambientes propícios para a proliferação dos mosquitos.

 PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES PARA AS GESTANTES 

  • Essas mulheres também devem redobrar os cuidados de proteção contra picadas de mosquito, sendo rigorosas na CORRETA utilização dos repelentes, aplicando nas quantidades e intervalos recomendados;
  • Os repelentes de uso tópico, à base de dietiltoluamida (DEET), com concentração entre 10% e 50% e à base de Icaridina 20% estão entre os mais indicados para as gestantes;
  • Até o final do primeiro trimestre (12 semanas) da gestação, a mulher deve usar apenas produtos LIBERADOS pelo seu dermatologista ou pelo obstetra, pois essa é a fase em que o bebê está mais sensível aos produtos usados pela mãe e também é a fase mais delicada da gestação;
  • Essa é mais uma razão para que as consultas de pré-natal sejam rigorosamente seguidas;
  • Os repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas, ou seja, não cobertas pela roupa;
  • Para aplicar o repelente no rosto, coloque o produto na palma da mão e espalhe, evitando mucosas (boca, nariz e olhos) e áreas onde a pele estiver lesada (áreas com machucados ou feridas);
  • O produto deve ser reaplicado TODA vez que a pessoa se molhar, tomar banho, suar em excesso ou praticar atividade física intensa ( lembrando que não deve ser aplicado debaixo de roupas).

Essa publicação foi atualizada em 24 de agosto de 2019 18:39

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