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Especialista em Neurorreabilitação lança vídeos para orientar famílias sobre vida pós-AVC

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Uma em cada quatro pessoas vai sofrer pelo menos um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ao longo da vida. Essa é a média mundial, sendo que, hoje, esse quadro também é a primeira causa de incapacidade em todo o mundo. Ou seja, o AVC tem uma grande prevalência entre a população geral e, quando não mata, costuma deixar sequelas muito comprometedoras. Especialista em tratamentos com toxina botulínica na área neurológica, acostumada a lidar com pacientes em reabilitação pós-AVC, a diretora clínica da Vita, Simone Amorim, gravou uma série de vídeos esclarecedores sobre o tema, que já estão disponíveis no YouTube (acesse aqui, NESTE LINK).

“Esse é um assunto que está sempre presente nas nossas discussões aqui na Vita, entre a equipe multidisciplinar que atua na área da Neurorreabilitação. A primeira questão é a de que nós, profissionais de saúde, precisamos estar engajados sempre na conscientização em relação à importância da prevenção, pois o estilo de vida faz muita diferença na diminuição dos riscos. Então esse é um compromisso a ser assumido por todas as especialidades”, sublinha Simone, lembrando, porém, que também é preciso mudar a mentalidade em relação à vida após um evento dessa natureza.

A neurofisiologista Simone Amorim é diretora clínica da Vita e especialista nos tratamentos com toxina botulínica na área neurológica

Segundo a médica, apesar dos inúmeros avanços terapêuticos alcançados nas últimas décadas, ainda é comum as pessoas acharem que não há muito o que fazer diante das sequelas. “A família de quem sobrevive a um AVC precisa ser corretamente orientada, no sentido de que, a partir daí, se viverá uma jornada para conquistar a melhor qualidade de vida e a maior funcionalidade possível para o paciente, dentro de suas condições. Isso significa que há diversas possibilidades terapêuticas a serem consideradas – não no sentido da pessoa voltar exatamente a ser como era antes, mas sim de que ela possa alcançar o máximo de autonomia que o seu estado permite ou, pelo menos, melhores condições de manejo, sem sofrer com dores e complicações advindas dos agravos sofridos pelo cérebro”, esclarece.

As principais sequelas e a abordagem multidisciplinar

Nos vídeos, a médica aborda diversos tópicos práticos, de forma bastante didática, detalhando questões como: quais são as principais sequelas e que tipos de tratamentos existem hoje para cada situação, o que esperar dos tratamentos e como costuma ser a trajetória do paciente entre a ocorrência do evento, a avaliação dos danos e a busca pelas melhores abordagens terapêuticas. Tratamentos de ponta, como a terapêutica com a toxina botulínica e a Neuromodulação, também estão entre os temas apresentados.

O grande objetivo, de acordo com a especialista, é oferecer orientações práticas, para ajudar aos pacientes e aos seus familiares a se situarem dentro de uma nova realidade, frente a qual as pessoas se vêm com inúmeras dúvidas e inseguranças sobre quais os melhores caminhos a seguir. “Chamamos muito a atenção sobre a questão do início precoce das terapias de reabilitação. Mas o que é preciso para que isso efetivamente aconteça? É fundamental que essa pessoa seja devidamente avaliada e acompanhada com atenção. E o que isso exige em termos de equipe médica? O que isso exige das famílias? São muitas questões sobre a mesa”, observa Simone.

Nos vídeos, Dra. Simone dá orientações sobre os cuidados pós-AVC e detalha questões como o uso do botox para os comprometimentos neuromusculares

Dentre as sequelas mais comuns do AVC, segundo Simone, estão: os déficits cognitivos (que afetam a memória, a capacidade de processamento de informações, a capacidade de aprendizado, etc.), os comprometimentos motores (que em geral impactam a parte neuromuscular, causando problemas como distonia, espasticidade e perda de força e/coordenação motora), as alterações da fala e as crises epiléticas.

“Os tipos e os níveis de comprometimento variam de caso para caso. Depende da área do cérebro onde ocorreu a lesão e da extensão da mesma, entre outras variáveis. Daí a avaliação individualizada do paciente ser um ponto fundamental na proposição do plano de ação. Mas, de antemão, sabemos que a atenção deve ser multidisciplinar, envolvendo áreas como a Fisioterapia, a Fonoaudiologia e a Terapia Ocupacional, Nutrição além da presença próprio neurologista e de médicos de outras especialidades“, esclarece.

Simone ressalta ainda que a depressão é outro fator muito prevalente no paciente pós-AVC, e que a atenção a isso pode fazer grande diferença na capacidade de respostas dessas pessoas às terapias propostas. Por isso, o acompanhamento psicológico é também muito importante nesses contextos.

Troca de ideias entre pacientes e médicos

Além de disponibilizar os vídeos, Simone também costuma abrir as suas redes sociais para responder a questões enviadas por internautas. “Acho esse diálogo muito importante para ajudar a levar esclarecimentos às pessoas. No consultório, eu procuro dar sempre atenção às dúvidas que as famílias trazem, pois sei que, às vezes, é difícil para elas encontrarem orientações bem embasadas e assertivas para poderem seguir as suas jornadas, seguras de estarem no caminho certo. E, na medida do possível, busco estender isso às redes sociais, pois acredito que esse também é um papel social do médico”, defende a especialista.

A médica revela ainda que, além de falar com o público em geral, costuma também receber questões colocadas por outros médicos ou profissionais de saúde, que desejam saber mais sobre as atualizações disponíveis no campo da Neurorreabilitação – área que exige, ao mesmo tempo, expertises específicas e toda uma interlocução interdisciplinar.

Simone também adianta que a prevenção do AVC e o acolhimento dos pacientes que passam por um evento dessa natureza serão pautas transversais nos conteúdos preparados para os canais da Clínica Vita, ao longo de todo este ano de 2022. “Estamos incentivando todos os especialistas do nosso Corpo Clínico a participarem ativamente desse movimento, trazendo para os nossos canais de comunicação as experiências que eles vivenciam em consultórios e os conhecimentos que podem contribuir diretamente para esclarecer as pessoas, seja no sentido de sensibilizar para uma mudança de estilo de vida que diminua os riscos do AVC, seja no sentido de mostrar aos pacientes e às suas famílias que, depois de um evento de tal magnitude, existe ainda muito a ser feito pela qualidade de vida desses indivíduos.”

CONFIRA NO YOUTUBE OS VÍDEOS DA SÉRIE SOBRE AVC DA DRA. SIMONE AMORIM 

Essa publicação foi atualizada em 5 de fevereiro de 2022 11:27

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Clínica Vita

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