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Fonoterapia iniciada precocemente favorece paciente após AVC

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Clínica Vita

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A fonoaudióloga Joyce Fialho defende o início precoce das terapias de reabilitação

O início precoce de terapias de reabilitação, com sessões diárias que podem chegar a ter até três horas de duração (com pequenos intervalos para descanso do paciente), ajuda a acelerar o processo de reabilitação de vítimas de AVC (acidente vascular cerebral).

Segundo a fonoaudióloga Joyce Fialho, estudos científicos recentes têm comprovado a importância de se iniciar o processo terapêutico com o paciente ainda hospitalizado, dando continuidade após a alta hospitalar.

“O processo pode (e deve) ser iniciado o mais rápido possível, após a ocorrência do AVC”, destaca a especialista. “Além disso, quanto maiores forem a duração e a frequência das sessões, melhor para os resultados”, complementa.

Atualmente, a terapêutica convencional trabalha com sessões de 45 minutos, em média, algumas vezes por semana, em consultório ou na casa do paciente. “Mas temos já dados suficientes para comprovar que sessões mais longas e mais frequentes também são muito bem aproveitadas por esses pacientes”, cita.

Reabilitação pode e deve começar ainda no leito hospitalar

Joyce destaca que a procura pela fonoterapia tem sido cada vez maior por parte dos próprios pacientes ou de seus familiares, e que isso tem impactado de uma forma muito positiva nos prognósticos. Com a difusão de mais informações a respeito dos tratamentos e um maior acesso das pessoas aos canais de comunicação, a ajuda especializada tem sido acionada cada vez mais cedo, beneficiando esses indivíduos.

“O fonoaudiólogo é um profissional importantíssimo na equipe de cuidados com o paciente pós-AVC. Muitas vezes, as pessoas acreditam que tudo se resume à questão da melhoria da capacidade da articulação e da fala, mas esse quadro (o AVC) pode desencadear uma série de comprometimentos muito maiores e mais sérios, afetando funções como a deglutição, por exemplo”, ressalta.

Os tipos e a extensão das sequelas resultantes de um AVC variam muito. Mas, no geral, quando o lado esquerdo do cérebro é mais afetado, as funções relacionadas à linguagem tendem a ficar mais comprometidas. Já quando o lado direito é mais atingido, a parte motora (coordenação dos movimentos corporais) tende a ser mais afetada.

Sendo assim, o paciente pode apresentar um conjunto de sintomas combinados, exigindo um plano de tratamento individualizado e multidisciplinar (envolvendo um ou mais especialistas, como o fonoaudiólogo, o neurologista, o fisiatra e o fisioterapeuta).

PRINCIPAIS SEQUELAS TRABALHADAS PELO FONOAUDIÓLOGO

Disfagia: dificuldade para engolir. Como a central do comando da deglutição é o cérebro, essa capacidade pode ficar alterada após um AVC. A assimetria da face e a redução de forças dos lábios, da língua e das bochechas também são situações que podem afetar a capacidade de deglutição. Nesses casos, o fonoaudiólogo indica a consistência alimentar mais segura para evitar a broncoaspiração dos alimentos ou de líquidos. Muitas vezes, até a própria saliva pode representar um risco. Esses pacientes devem passar por treinos para reabilitar a coordenação da mastigação, da respiração e da deglutição, dentro de suas possibilidades.

Afasia: alteração na expressão e na compreensão da linguagem. Nesses casos, embora o paciente consiga articular as palavras, ele  não consegue falar e/ou entender/interpretar a linguagem oral de forma eficiente. Nessas situações, o fonoaudiólogo precisa trabalhar a estimulação da linguagem oral e, em alguns casos, até mesmo a leitura e a escrita.

Apraxia: incoordenação dos movimentos faciais – geralmente associada à sequela motora chamada hemiparesia ou paresia de um lado do corpo. São necessários exercícios para treinar o indivíduo a movimentar e fortalecer os lábios, a língua, as bochechas, etc.

Disartria: fala imprecisa, desarticulada e pastosa. Nesses casos são necessários treinos articulatórios e vocais.

Essa publicação foi atualizada em 24 de agosto de 2019 18:31

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