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Como é o ciclo de tratamento da enxaqueca com a toxina botulínica?

Produzido por
Dra. Simone Amorim

Neurofisiologista e Neurologista Infantil

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Simone Amorim,
neurofisiologista e neurologista infantil

Depois das quatro primeiras aplicações, além da melhora imediata após cada procedimento, o padrão de dor e de crises tende a ter mudanças significativas a longo prazo. A pessoa passa a necessitar de aplicações muito mais espaçadas ou, às vezes, nem isso.

Não, não estou dizendo que já temos uma cura para a enxaqueca – como seria bom dar essa notícia. Porém, é preciso insistir na informação de que hoje temos, sim, um tratamento altamente eficaz, que tem sido um divisor de águas na vida de muitos enxaquecosos!

Naturalmente, esses prazos referidos no protocolo representam uma MÉDIA estabelecida em consensos internacionais de especialistas, após décadas de estudos científicos e de acompanhamento dos resultados em pacientes tratados com a substância. As respostas podem variar conforme cada caso, como é mais do que esperável em Medicina.

Mas na minha própria prática clínica em consultório e na minha experiência pessoal com o tratamento (já contei aqui, em outros posts, que eu também sofro de enxaqueca), tenho constatado que, realmente, a cada aplicação, o resultado faz-se mais duradouro e, com o tempo, as crises, quando surgem, vão se tornando menos intensas e mais facilmente controláveis.

No meu caso, minha primeira aplicação foi há cinco anos. Depois de cumprir o ciclo de 12 meses, realizando uma reaplicação a cada três meses, venho fazendo apenas aplicações anuais.

É claro que um bom controle dos gatilhos das crises é também uma frente importante no sucesso de qualquer tratamento de controle da enxaqueca. E, conforme já escrevi em tantos outros posts, essa é uma parte que depende muito mais do autoconhecimento, da auto-observação e da mudança de hábitos do paciente, do que do tipo de tratamento ministrado.

A enxaqueca é crônica e multifatorial. Precisa ser atacada em várias frentes, sendo que cada caso apresenta seu histórico e seu potencial de resposta em particular.

Entretanto, o que podemos dizer hoje com o tratamento com a toxina botulínica é que, além de apresentar efeitos colaterais mínimos, ele apresenta uma perspectiva de mudança (leia-se melhoria) no padrão das crises do paciente. Em se tratando de uma patologia crônica e altamente incômoda como é a enxaqueca, essa é uma ótima notícia!

Essa publicação foi atualizada em 24 de agosto de 2019 15:41

As opiniões expressas nesse artigo são de responsabilidade de seus respectivos autores.
Caso deseje entrar em contato conosco, escreva para blogdavita@vitaclinica.com.br
Produzido por
Dra. Simone Amorim

Neurofisiologista e Neurologista Infantil

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