Junho é considerado o mês da conscientização sobre a Escoliose e eu tenho buscado falar bastante sobre isso em todos os fóruns possíveis, na Internet e fora dela.
A Escoliose pode afetar o indivíduo em qualquer fase da vida e apresentar um desenvolvimento lento e gradual. Porém, sem o tratamento adequado, o quadro tende a trazer significativas alterações estéticas e funcionais da estrutura óssea, além da possibilidade de prejudicar o funcionamento de alguns órgãos internos e de causar episódios de dor.
O problema deve ser sempre avaliado e diagnosticado por um especialista, que indicará quais os tratamentos mais adequados para cada caso.
A Escoliose mais comum e que costumamos abordar com maior frequência. Ela é chamada de idiopática por não se saber o motivo que a desencadeia. Essa patologia atinge de 1% a 3% da população e tipicamente ocorre no inicio da puberdade, sendo quatro vezes mais comum em meninas do que em meninos.
À esquerda, adolescente com colete para tratamento da Escoliose Idiopática; à direita, um dos modelos de colete utilizados nesses casos.
Nessa situação, o bebê nasce com uma vértebra que possui uma má-formação. A vértebra que possui um formato diferente das outras leva a um desvio da coluna, que pode aparecer em diferentes fases da infância. Também costuma acometer mais às meninas, mas não se atribui a esse tipo de Escoliose uma característica hereditária como acontece na do adolescente. O tratamento pode ser tentado com colocação de coletes. Mas, dependendo do tipo de Escoliose Congênita, pode ser necessária uma cirurgia.
Ilustração mostra colunas vertebrais com presença de hemivértebra; a má-formação leva à curvatura da coluna.
É um tipo de alteração da coluna que ocorre quando há um desequilíbrio muscular, geralmente causado por uma condição neurológica como a Paralisia Cerebral, entre outros quadros. Nesse tipo de Escoliose, a curvatura costuma ser grave. Em alguns casos, devido à grande curvatura, poderá haver necessidade de uma cirurgia para manter o equilíbrio do tronco.
Costuma ocorrer no paciente idoso e apresenta uma incidência crescente com a idade e costuma ocorrer na coluna tóraco-lombar e lombar. Ela tem que ser diferenciada da Escoliose Idiopática do Adolescente que não foi devidamente tratada. Entre as causas, são consideradas as degenerações discais assimétricas, o encunhamento vertebral além da degeneração das articulações da coluna ( as facetas articulares ). O tratamento geralmente é sem cirurgia, deixando esta opção para casos específicos.
Fotos mostram radiografia da coluna com “bicos de papagaio” e exames de imagem que mostram alterações de densidade óssea em paciente.
Essa publicação foi atualizada em 14 de setembro de 2019 18:44
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