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Drug delivery: tratamentos estéticos mais rápidos e com menos efeitos colaterais

2015-11-12T00:00:00+00:00 12 de novembro de 2015|Artigos|0 Comments

Tallita Rezende,
dermatologista

Drug delivery é um conceito que está muito em voga hoje em dia na Dermatologia Estética. Muitos pacientes chegam ao consultório empolgados com o que já ouviram falar sobre os resultados satisfatórios dessas técnicas ou, então, com dúvidas a respeito do assunto. Vale, então, dedicarmos uma coluna para destacar alguns esclarecimentos sobre esse tema.

O termo em inglês expressa, literalmente, o que o conceito propõe: a condução de drogas (medicamentos e princípios ativos usados em determinados tratamentos) diretamente ao ponto que se deseja tratar. Ou seja, por meio de técnicas bem específicas, essas substâncias (drugs) são “entregues” (delivery) diretamente em determinadas camadas da pele.

As vantagens de podermos contar com algo assim são inúmeras, sendo a potencialização dos resultados e a diminuição dos efeitos colaterais as mais importantes de serem destacadas. Um menor número de sessões também é outro grande ponto favorável para os pacientes.

 As técnicas de drug delivery têm inúmeras aplicações. Podem ser utilizadas para rejuvenescimento facial, tratamento de cicatrizes, estrias, manchas, queda de cabelos, etc. Variam, é claro, as substâncias utilizadas ou a mescla de medicações infundidas, bem como os “veículos” utilizados para essas infusões.

 As 3 principais formas de se fazer drug delivery hoje em dia são:

intradermo 1– A partir de lasers fracionados ablativos;

– Através do microagulhamento;

– Através da intradermoterapia (utilizando-se uma única agulha ou, então, um aparelho específico, com diversas microagulhas).

Essas são técnicas que já existiam e que nem sempre estão inseridas dentro de um plano de tratamento do tipo drug delivery. Mas elas podem ser utilizadas para essa finalidade, uma vez que se tratam de procedimentos que propiciam a abertura de canais para que as medicações sejam introduzidas diretamente na derme, otimizando, assim, os resultados de diversos tratamentos.

 Além do efeito da medicação injetada, o paciente beneficia-se, também, do estímulo de colágeno feito por esses métodos, uma vez que qualquer “dano” à derme, seja térmico (no caso do laser) ou mecânico (no caso das microagulhas) irá fazer com que o organismo responda produzindo colágeno na região – o que é altamente desejável em qualquer tratamento dermatológico.

 O caráter invasivo desses procedimentos, por outro lado, pode deixar alguns pacientes reticentes. Sob esse aspecto, vale ressaltar que a escolha de um profissional devidamente qualificado é determinante para que a indicação e a condução do tratamento transcorram com total segurança, trazendo os melhores níveis de satisfação.

Tratamentos invasivos são feitos por MÉDICOS, com as devidas especializações em cada área de atuação. Esse critério essencial é o primeiro passo para um tratamento seguro e bem-sucedido.

*Dra. Tallita Rezende, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD),  escreve quinzenalmente para o Blog da Vita.

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