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O que o lúpus, o Alzheimer e a fibromialgia têm em comum?

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Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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O que têm em comum o lúpus, a Doença de Alzheimer e a fibromialgia? Como bem observaram os idealizadores da campanha Fevereiro Roxo (que ocorre no Brasil desde 2014, com o apoio da Sociedade Brasileira de Clínica Médica), o fato de serem quadros crônicos, isto é: situações que não têm cura – e onde os grandes desafios dos tratamentos estão na minimização dos sintomas e na promoção da melhor qualidade de vida possível para o paciente. O diagnóstico correto e um acompanhamento atento e multidisciplinar podem fazer muito pela manutenção de um bom estado geral de saúde, bem como pelo bem-estar e pela qualidade de vida dessas pessoas.

Sendo assim, além da capacitação dos profissionais de saúde para o atendimento e a condução desses casos, a conscientização da população e a disseminação de informações corretas ajudam muito a melhorar o cenário enfrentado pelos pacientes (dessas e de outras doenças e síndromes). Afinal, saber sobre a importância de se procurar ajuda especializada o mais cedo possível e conhecer as terapêuticas disponíveis são tópicos que fazem toda a diferença para a gestão e evolução desses (e de outros) quadros.

Fevereiro é um mês dedicado à conscientização sobre o Alzheimer, a fibromialgia e o lúpus, quadros crônicos que enfrentam desafios e lutas em comum

Além disso, esses pacientes em especial também costumam enfrentar muitos mitos, desinformações e preconceitos em relação às suas condições. As ações de conscientização também são muito importantes para eliminar essas barreiras que, em geral, só contribuem para dificultar o acesso aos tratamentos mais avançados e, sobretudo, ao devido acolhimento das dificuldades enfrentadas por esses indivíduos pela sociedade.

Alzheimer

No caso da Doença de Alzheimer, uma das principais barreiras a se derrubar é a ideia de que não há o que se fazer frente ao diagnóstico. Apesar de ser uma doença neurodegenerativa, de caráter crônico e progressivo, hoje o entendimento é de que há MUITO o que se fazer sim pela saúde, a qualidade de vida e a longevidade desses pacientes.

Hoje, a visão multidisciplinar no campo da Neurorreabilitação contribui com diversas abordagens terapêuticas, tais como: a Fisioterapia Neurofuncional, a Terapia Ocupacional e as terapêuticas com toxina botulínica. E, em termos de medicações, existem fármacos que permitem a estabilização do funcionamento cognitivo, sobretudo nas fases ligeira e moderada, sendo que os medicamentos também podem ser prescritos para sintomas secundários, como inquietude, depressão e distúrbios do sono.

A informação de que a Neuromodulação também pode ter indicação para esses casos ainda é algo que surpreende as pessoas. Por isso, é importante esclarecer que, atualmente, os níveis de evidência apontam melhores resultados nos estágios leves a moderados, e que o principal objetivo nessas situações é o de contribuir para retardar as perdas funcionais, tanto nos aspectos cognitivos, quanto em relação aos comprometimentos motores.

A visão multidisciplinar na Neurorreabilitação contribui para retardar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente com Alzheimer

Frente a esse panorama, torna-se evidente também a importância de que o diagnóstico e as primeiras intervenções terapêuticas ocorram o mais cedo possível. Atualmente, o Alzheimer é a forma mais comum de demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos. Em termos neuropatológicos, o quadro caracteriza-se pela morte neuronal em determinadas partes do cérebro, provocando uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras), além de comprometimentos motores.

Dentre os sinais de alerta importantes estão dificuldades de memória persistentes e frequentes (especialmente de acontecimentos recentes), discurso vago durante as conversações, perda de entusiasmo na realização de atividades que anteriormente eram apreciadas, maior demora na realização de atividades de rotina, esquecimento de pessoas ou lugares conhecidos, incapacidade para compreender questões e instruções e deterioração de competências sociais. Os especialistas que costumam conduzir a investigação diagnóstica e o acompanhamento desse quadro são o neurologista e o geriatra, sendo que as avaliações clínicas para o quadro costumam incluir testes neuropsicológicos e o tratamento multidisciplinar, em geral, envolve fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, enfermeiros, dentre outros profissionais de saúde.

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Fibromialgia

Uma situação que não se vê, mas na qual o paciente experimenta grandes sofrimentos e impactos na rotina e em praticamente todas as áreas da vida. Basicamente, é assim que a maior parte das pessoas diagnosticadas com fibromialgia define o desafio de viver com esse quadro.

A fibromialgia é uma síndrome clínica (reunião de sintomas e sinais que estão associados a mais de uma causa) caracterizada principalmente pela presença de dores e de sensibilidade generalizadas. Ela inclui ainda uma variedade de sintomas, tais como: fadiga, distúrbios do sono, depressão, ansiedade e disfunção cognitiva.

A Neuromodulação tem apresentado sucesso no tratamento da dor de pacientes com fibromialgia, que lutam para ter o seu sofrimento reconhecido

O primeiro grande desafio das pessoas com esse quadro está no fato de que nada disso aparece em exames de imagem ou laboratoriais. O diagnóstico é clínico, mediante avaliação física do paciente (principalmente avaliação em relação à sensibilidade aos pontos de dor), do seu histórico e do seu acompanhamento. Ter as suas queixas consideradas e o quadro devidamente investigado são iniciativas que podem evitar anos de sofrimento e prejuízos para essas pessoas.

O médico reumatologista costuma ser o especialista responsável pela condução do tratamento, sendo que o fisiatra e o neurologista especialista no tratamento da dor também costumam assistir esses pacientes. O tratamento é individualizado e multidisciplinar, sendo hoje consensual a indicação de atividades físicas, além do uso de medicações (que variam conforme cada caso). Além disso, a Neuromodulação com estimulação magnética transcraniana (EMT), aliada à Terapia Comportamental Cognitiva (TCC) têm sido especialmente indicadas para esses casos, com altos índices de sucesso.

Ainda há muito o que se descobrir sobre as causas e a fisiopatologia da fibromialgia, mas sabe-se que contribuem: predisposição genética (ter parentes de primeiro grau com a síndrome, por exemplo) e alterações nos mecanismos de processamento e regulamento da dor pelo sistema nervoso central. Alguns gatilhos também têm especial importância. Dentre eles estão determinadas situações ambientais (tais como: estresse, privações de sono ou sono de má qualidade, sedentarismo, etc.) e certas condições psicoemocionais e/ou psiquiátricas.

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Lúpus

O lúpus, por sua vez, é uma doença inflamatória crônica, de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (ao longo de vários meses) ou mais rapidamente (em algumas semanas), e variam com fases de atividade e de remissão. Como a doença ocorre por predisposição genética, NÃO há medidas específicas que previnam o seu surgimento. Porém, o diagnóstico precoce, assim como o início do tratamento o mais cedo possível, levam a menores danos no organismo.

 

O lúpus é uma doença autoimune, que exige tratamento contínuo e monitorização da sua atividade ao longo de toda a vida

Em 80% dos pacientes, a pele costuma ser afetada (sendo inclusive muito comum o surgimento de uma mancha em formato de “borboleta” na região das bochechas e do nariz). Por isso, o médico dermatologista muitas vezes acaba por ser o responsável pelo diagnóstico ou, pelo menos, o primeiro a suspeitar da doença. Mas o reumatologista é que, em geral, vem a ser o especialista que conduz o plano de tratamento, que costuma envolver também neurologistas, nefrologistas e pneumologistas, entre outros especialistas.
Como uma doença crônica, o seu tratamento é contínuo, sendo importantíssima a monitorização de sua atividade. Além do uso de medicações específicas (que variam conforme a tipologia da doença, entre outras especificidades), os pacientes diagnosticados com lúpus devem ter especial atenção à fotoproteção – pois a exposição solar costuma ser um gatilho importante. A exposição ao cigarro (como fumante ativo ou passivo) também é um fator especialmente delicado para esses indivíduos.

Essa publicação foi atualizada em 26 de fevereiro de 2021 13:31

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