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Mães contam como é viver um desafio especial

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Fernanda Cibelle, Thais e Cintia Andréia são daquelas personagens que, no trato diário com os pacientes aqui na Clínica Vita, nem sempre estão sob o nosso foco, mas que, invariavelmente, estão sempre presentes, firmes e fortes, e com uma grande característica em comum: a determinação para superar limites. Elas são mães de pessoas com necessidades especiais.

Essas mulheres perseveram nas rotas possíveis da reabilitação e perseguem todas as possibilidades para uma melhor qualidade de vida para seus filhos. Enquanto isso, encaram com coragem a luta pela inclusão nos espaços sociais e são sempre as primeiras a vibrar junto com eles, em cada uma de suas vitórias.

Hoje, elas compartilham um pouco de suas experiências aqui no Blog da Vita. São histórias inspiradoras e que ilustram muito bem porque é que toda mãe, à sua forma, ao seu jeito, sempre é ESPECIAL.

Fernanda com Miguel Nicolau no colo. Este mês, ele deu os primeiros passos.

“Este ano, estou comemorando o Dia das Mães antecipadamente, pois, há duas semanas, o Miguel começou a ficar em pé sozinho e a dar os seus primeiros passinhos. Ele está muito confiante e, a cada dia, recebo um presente, pois ele está evoluindo. Ele tem Paralisia Cerebral e está com 2 anos e 8 meses. Faz fisioterapia e começou o tratamento com Toxina Botulínica em dezembro de 2012. Fez a segunda aplicação no último dia 3. Com isso, os músculos estão mais ´moles´, o que permite que o pezinho já fique mais baixo e ele não precisa ficar só na ponta dos pés. Está ganhando mais equilíbrio para andar e permanecer em pé. É uma alegria ver isso. Tenho outra filha, de 9 anos e, desde a gravidez, deixamos que ela participasse de tudo, da escolha do enxoval, dos exames de ultrassonografia… Mais tarde, após o diagnóstico das necessidades especiais do bebê, nós conversamos muito com ela e, por ser mais velha, ela entende bem a situação e as necessidades dele, me ajuda muito a cuidar e brinca muito com o irmão. Sim, eu creio que sou muito especial, pois Deus permitiu toda essa situação porque sabia que eu seria capaz  de cuidar e amar intensamente a bênção que Ele me deu. Não é fácil lidar com preconceitos. Passei por situações complicadas, mas isso me fez desenvolver um enorme controle emocional. Afinal, não posso cair, sou a estrutura.” –  Fernanda Cibelle S. do Nascimento, mãe de Miguel Nicolau, de 2,8 anos.

 

Thaís e a filha Yume: cumplicidade em todos os momentos.

 

“Na minha concepção, os filhos são especiais sempre, em qualquer circunstância. Ter uma filha que precise de cuidados especiais não me torna especial, não me faz melhor do que outra mãe. Sou mãe e estou pronta para atender minha filha em tudo o que ela precisar. É fácil? Não, não é. Estou preparada para tudo? Não, não estou. Mas o tempo vem me ensinando que a força vem quando preciso. O tempo vem me ensinando a ter sabedoria para saber onde buscar ajuda, quando necessário. Mas reconheço que tenho algo muito importante: disponibilidade para cuidar da minha filha. Posso me dedicar integralmente a ela e é isso que faço. Para algumas pessoas, isso significa abrir mão da minha vida. Para mim significa dar vida à minha filha. Sou uma mão protetora e estou aprendendo a lutar para que minha filha seja respeitada. Nosso país não está acostumado a conviver com o que foge aos padrões. Não faz sentido, por exemplo, uma grande loja de departamento ser remodelada e não disponibilizar um acesso ao piso superior para portadores de necessidades especiais. O que existe é falta de educação, falta de bom senso e falta de fiscalização pelos órgãos competentes. Infelizmente, isso não se resume a um estabelecimento e não se concentra em uma pessoa. E esse tipo de coisa acaba se transformando numa luta diária. O que me move para continuar lutando é acreditar que respeito é primordial na vida de qualquer pessoa.” – Thais Sugahara, mãe de Yume, de 20 anos.

 

Cintia e Fernando: juntos, encarando todos os dias como um dia especial.

“Antes de vir o diagnóstico definitivo começaram as perdas de algumas habilidades pelo meu filho. Nós vivíamos em busca do motivo que levaria um menino tão saudável, tão cheio de vida, a ir deixando de jogar bola, ver seu andar ficar diferente, ver todas as crianças da escola sabendo escrever os seus nomes e o Fernando sem conseguir escrever o dele. Por que um menino que falou com 11 meses e que com um ano e meio de idade já falava tudo perfeitamente teria começado, a partir dos 3 anos, a ter problemas na fala? Qual a explicação? Foram muitos médicos e muitos diagnósticos, até que ele parou de falar completamente. Nem mais um ´mamãe´, só gritos, na tentativa dele para se comunicar. Eu esperava um diagnóstico em que os médicos me dissessem ´pronto, descobrimos o que ele tem e agora vamos fazer tal coisa e ele irá voltar a ficar perfeitamente bem´. Não foi bem assim. O resultado final foi a doença de Tay Sachs, uma doença degenerativa e progressiva. O tempo é o meu maior inimigo. Então, estou sempre atenta para que nada passe despercebido. Vivemos intensamente e, neste domingo, será assim também. Ter meu filho perto de mim, sentir seu cheiro, o seu calor, ver o seu sorriso, estar com ele, vai ser o meu melhor presente. Acredito que Deus me deu um lindo anjo para cuidar, porque Ele confia em mim. Eu amei o meu filho perfeito e hoje posso dizer que o amor que sinto por ele é ainda maior. Portanto, eu sou sim uma mãe especial, porque meu filho me fez amar como nunca amei.” – Cintia Andréia Faria Arcanjo, mãe do Fernando, de 9 anos.

 

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