Faça-se três perguntas:
1. Sua voz está diferente (rouca, fraca, tensa ou cansada)?
2. Você apresenta rouquidão há mais de 15 dias?
3. A voz melhora quando você fica alguns dias sem falar muito, e piora quando a utiliza de forma intensa?
Ouça-se. E, se responder afirmativamente a qualquer uma das questões, atenção: já é hora de conversar com um especialista.
O breve teste, elaborado e recomendado pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), serve para detectar indícios de transtornos vocais que necessitem ser investigados. Isso pode evitar não só o agravamento de quadros que dificultam a comunicação como, principalmente, impedir a progressão de doenças que podem levar a alterações permanentes e até à perda da voz.
Hoje, 16 de abril, Dia Mundial da Voz, é uma data mais do que oportuna para dar atenção a esse aspecto da saúde que, muitas vezes, é colocado em segundo plano ou tratado de forma paliativa. A adoção de alguns hábitos e a educação para o correto emprego da voz são fatores que podem proteger a pessoa do desenvolvimento de patologias.
Na opinião da fonoaudióloga Joyce Fialho, de uma maneira geral, as pessoas ainda não sabem utilizar corretamente a voz, mesmo nas situações mais corriqueiras. Isso gera desgastes desnecessários nas pregas (cordas) vocais. “O problema já começa desde a infância. As crianças falam alto. Na escola, elas gritam o tempo todo com os amiguinhos”, observa.
Conforme dados divulgados pela SBFa, em determinados grupos profissionais, a incidência de problemas vocais chega a atingir uma média de 25% das pessoas. Professores, atores e comunicadores são profissionais que acabam sendo mais expostas a esses desgastes.
No geral, a estimativa é de que de 5% a 8% da população do país tenha alguma dificuldade vocal que chegue a atrapalhar a comunicação. Entram aí problemas como voz rouca e também sensação de cansaço ou de fazer demasiado esforço ao falar.
Outra grande preocupação ao se estimular as atitudes preventivas está no fato de que a rouquidão também pode ser um sintoma de câncer. A maioria das pessoas que tem ou teve câncer de laringe apresenta problemas com a voz. Portanto, procurar o quanto antes um especialista pode fazer toda a diferença para ampliar as chances de sucesso do tratamento.
Joyce Fialho salienta ainda que “aquelas pessoas que possuem alguma dificuldade, alteração ou estão insatisfeitas com sua qualidade vocal e acreditam que possa aprimorá-la, também devem procurar um fonoaudiólogo. Esse profissional irá avaliar e orientar especificamente cada caso”.
No que apostar para manter a saúde da voz:
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