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Especialistas explicam a importância da estimulação para a criança com Down

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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Nas últimas semanas, muitos pais têm procurado a Clínica Vita com uma curiosidade: saber mais a respeito das terapias de acompanhamento para a Síndrome de Down. Desde que o programa Fantástico estreou uma nova série sobre o tema, chamada “Qual é a diferença?”, as questões relativas à importância da estimulação precoce e do acompanhamento multidisciplinar têm chamado a atenção de muitas famílias.

“Nesses últimos dias, tenho conversado com muitas mães interessadas em saber mais sobre como é a terapia fonoaudiológica para esses pacientes. Isso é muito positivo, pois nos dá a oportunidade de levar a elas informações que vão fazer toda a diferença para o desenvolvimento e a adaptação dessas crianças”, revela a fonoaudióloga Joyce Fialho.

Dr. Drauzio Varella e Breno Viola, no quadro “Qual é a Diferença?”, do Fantástico. FONTE da imagem: G1/Globo.com

Apresentada pelo médico Drauzio Varella e pelo ator e judoca Breno Viola, de 34 anos, que tem Síndrome de Down, a série jornalística vem abordando muito bem o assunto, em seus vários aspectos. Entre eles, a importância da oferta de estímulos variados para esses pacientes, desde a mais tenra idade.

Joyce, que é especialista em Atuação Fonoaudiológica nos Distúrbios Neurogênicos e Mecânicos da Comunicação Oral e Deglutição, explica que o acompanhamento fonoaudiológico da criança com Down deve ser feito desde os primeiros dias de vida.

“Inicialmente podemos auxiliar na amamentação. Esses bebês têm uma redução de tônus nos músculos orofaciais, isto é, nas estruturas que envolvem a sucção, mastigação e respiração. Podemos intervir nisso, com estímulos e exercícios”, detalha.

Depois dessa fase, o acompanhamento fonoaudiológico segue, ajudando a criança tanto na aprendizagem do controle das estruturas orofaciais, para as funções de respiração, mastigação e deglutição, quanto nos exercícios e estímulos que visam a aquisição da linguagem oral propriamente dita.

FONTE da imagem: G1/Globo.com (série “Qual é a Diferença?”/Fantástico)

Na percepção da neurologista infantil e neurofisiologista Simone Amorim, o início precoce das terapias de estimulação é um aspecto-chave na evolução das crianças com Síndrome de Down. “Esses pacientes têm suas limitações, sim, mas também têm suas potencialidades. E, para desenvolvê-las ao máximo, precisam ser devidamente estimulados, tanto do ponto de vista motor, quanto do cognitivo”, frisa.

A médica explica que, devido à hipotonia (tônus muscular diminuído), é esperado que a criança com Down demore mais a sustentar o pescoço, sentar e andar, por exemplo. Cada paciente tem o seu próprio tempo de desenvolvimento, sendo que a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional são também abordagens muito importantes para ajudar nesse sentido.

Do ponto de vista intelectual, os níveis de deficiência também são bastante variáveis, e costumam estar associados também a um atraso na aquisição e desenvolvimento da linguagem. Isso exige tanto um trabalho fonoterápico específico, como também um acompanhamento psicopedagógico de qualidade, em um ambiente escolar inclusivo, com educadores devidamente capacitados para lidar com alunos especiais.

“Esse é sempre um trabalho multidisciplinar e individualizado. Cada paciente é único, com as suas necessidades especiais e potencialidades. É muito gratificante vê-los responder aos estímulos e evoluir”, frisa Simone.

SAIBA MAIS

– O que é a Síndrome de Down: é uma síndrome genética decorrente da presença de um cromossomo a  mais, no par 21. Por isso também é conhecida como trissomia do 21 (3 cromossomos 21);

– Incidência: essa é a síndrome genética mais comum, com uma frequência da ordem de um caso para cada 1.200 recém-nascidos de mães até 27 anos de idade, podendo chegar a uma média de ocorrência de um caso para cada 100 recém-nascidos de mães após os 40 anos de idade;

– Exames: durante o período gestacional, o exame de ultrassonografia, realizado entre a 11ª e a 14ª semanas, pode chamar a atenção para alguma anomalia genética pelo método da translucência nucal (aumento de líquido na região da nuca do feto). Fetos com aumento de líquido nesta região têm chances aumentadas de apresentarem alguma síndrome genética ou cardiopatia congênita. Para a confirmação do diagnóstico da Síndrome de Down, testes genéticos podem ser realizados ainda intraútero. Após o nascimento, o exame de cariótipo é realizado por meio de uma coleta simples de sangue, que irá confirmar o diagnóstico da trissomia do cromossomo 21.

– Acompanhamento gestacional: uma vez identificada qualquer alteração, a gravidez passa a ser considerada de risco e deverá ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar, composta preferencialmente por: obstetra, geneticista, especialista em medicina fetal, pediatra e psicólogo. Todos os envolvidos precisam estar cientes das condições do feto e da gestante, para ajudá-los e se anteciparem a possíveis tomadas de decisão, como por exemplo, a possibilidade de realizar cirurgia cardíaca intraútero, a oferta de melhores condições de assistência na sala de parto, etc.

– Acompanhamento pós-parto: o bebê com Síndrome de Down, geralmente, nasce com boas condições vitais e, após receber os cuidados na sala de parto, já está apto a ficar com a mãe – exceção para aqueles que nascem prematuros ou com alguma cardiopatia mais complexa, que necessitarão de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

– Acompanhamento pediátrico: o acompanhamento da criança com Síndrome de Down deve ser multidisciplinar. Além do pediatra, que fará o acompanhamento de rotina do quadro geral de saúde da criança, profissionais da área da Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Psicopedagogia deverão conduzir terapias de apoio, a fim de estimular o seu desenvolvimento desse paciente, dentro de suas potencialidades. Caso exista alguma patologia associada, como cardiopatia, outros especialistas poderão ser envolvidos.

 

Essa publicação foi atualizada em 25 de agosto de 2019 08:55

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