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Você sabia que existe um médico especialista em dor?

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Sim, existe um Dia Mundial de Combate à Dor e ele é assinalado agora, a 17 de outubro. Estima-se que cerca de 30% da população mundial conviva com quadros de dores crônicas e essa data surge justamente com o intuito de chamar a atenção das pessoas para o fato de que viver com dor NÃO é algo com o qual elas têm de se conformar. O paciente tem o direito de ter as suas queixas investigadas e o seu sofrimento amenizado. Muitos deles não sabem, mas existe, inclusive, um médico especialista no tratamento da dor.

Dra Natália Novato é neurologista, com especialização no Tratamento da Dor, pelo Hospital das Clínicas da Universidade de SP

Esse é o caso da neurologista Natália Novato Saraiva, integrante do Corpo Clínico da Vita. Segundo ela, o grande diferencial da abordagem nessa especialidade está na busca pelas características da dor – e não “apenas” na identificação/tratamento da doença associada, que, muitas vezes, pode até já ter desaparecido, tendo deixado a dor crônica como uma herança indesejável. Identificar o padrão da dor e classificá-la corretamente é o primeiro passo para traçar um plano de tratamento eficaz e assertivo.

Dor aguda x dor crônica

A médica explica que as dores agudas, em geral, têm uma função protetiva do organismo. Isto é, elas surgem como sinal de que há uma disfunção ou lesão em algum órgão ou mal funcionamento de algum sistema no nosso corpo. É assim com um infarto, por exemplo, a dor causada por uma inflamação, etc. Já a dor crônica é aquele quadro persistente, que dura mais de três meses, podendo ou não estar associado a uma doença existente.

“Quando um paciente chega com uma dor crônica, procuramos esclarecer a ele que ele tem o direito de não viver com dor ou em função de um quadro doloroso, pois ainda hoje há muitas pessoas que ainda ouvem de profissionais de saúde que não há nada o que fazer senão se acostumarem com essa condição. Aí a pessoa pensa que é um caso perdido, quando na verdade o que ocorre é que ainda não temos uma cultura de, além de tratar a doença, tratar também a dor”, explica Natália.

Emoção e acolhimento

Quem convive com dores persistentes sabe o quanto isso afeta a qualidade de vida e abala o estado psicoemocional. Contudo, infelizmente, ainda não são raros os casos de pacientes que se ressentem por não encontrarem o devido acolhimento nos serviços de saúde – sobretudo nos casos em que o quadro doloroso é a própria patologia, como no caso das cefaléias primárias (como a enxaqueca) e a fibromialgia, dentre outros.

A médica ressalta ainda que, além de ser uma sensação, a experiência da dor é também uma emoção, e que o sofrimento experimentado pelo paciente jamais deve ser minimizado. “Para que a dor seja devidamente tratada, o relato do paciente precisa ser valorizado”, destaca.

Por isso, na sua especialidade, além de eventuais pedidos de exames de imagens ou laboratoriais, o processo inclui uma conversa atenta e extremamente detalhada com o paciente sobre as características e os padrões da sua dor – juntamente com o exame clínico, naturalmente.

“O grande objetivo é classificar corretamente a dor, entender em que estrutura está a dor ou se ela está relacionada a alguma alteração cerebral, por exemplo. A partir daí fazemos a proposição do plano de tratamento e vamos acompanhando muito atentamente a evolução da pessoa. Muitas vezes, quando conseguimos diminuir a frequência e/ou intensidade das crises, isso já significa um enorme ganho de qualidade de vida para aquele indivíduo”, enfatiza a médica.

Tratamento

Hoje em dia, existem inúmeras alternativas para o tratamento clínico da dor, desde fármacos eficazes até procedimentos de ponta, como a Neuromodulação, passando por diversas possibilidades terapêuticas, como a Fisioterapia, a Acupuntura, as infiltrações, o uso de toxina botulínica etc.

Muitas vezes, os processos podem ser combinados e respondem muito bem quando associados. Contudo, conforme ressalta Natália, muitas pessoas se sentem frustrada com alguns procedimentos porque procuram primeiro o método de alívio, antes de obter um diagnóstico preciso sobre a natureza da sua dor, feito por um especialista nessa área.

“Se o tipo de dor não for devidamente identificado e for abordado de uma forma não indicada, o tratamento, além de não resolver, pode piorar o quadro e isso é algo muito frustrante e cansativo para quem já está sofrendo. Então por isso antes das pessoas irem atrás daquele método ou técnica que funcionou para um amigo, um conhecido etc., é importante que ela saiba que há um especialista que pode ajudá-la, fazendo uma avaliação segura e indicando o tratamento mais assertivo”, sublinha.

Clique aqui para ver uma live com a Dra Natália Novato sobre o Tratamento Eficaz da Dor

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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