Avanços no tratamento da epilepsia

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

Compartilhe

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns. Estima-se que a sua prevalência seja da ordem de 0,5% a 1% da população geral. Conhecida desde a Antiguidade, a doença é uma das mais estudadas ao longo da história da Medicina. Mas foi especialmente nestas duas primeiras décadas do Século XXI que as terapêuticas conheceram os maiores avanços e, ano após ano, tem sido possível oferecer mais e melhores alternativas aos pacientes.

De fármacos mais eficientes e com menores efeitos colaterais, às cirurgias ressectivas e de neuromodulação, passando ainda pela dieta cetogênica, o arsenal disponível hoje é bem grande. Isso não quer dizer, entretanto, que os desafios estão todos superados.

Cerca de 30% dos pacientes apresentam epilepsias consideradas de difícil controle e é para esses casos que algumas dessas vias de tratamento têm especial indicação. Inúmeras variáveis precisam ser levadas em consideração nessas situações, dentre elas: a causa e o tipo de epilepsia, as comorbidades presentes e todo o histórico do paciente, incluindo as suas respostas às medicações e ao plano de tratamento como um todo.

Ações educativas e de conscientização

Na semana entre os dias 21 e 26 de março, a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) promoveu uma série de lives em seu perfil do Instagram, visando ações educativas e de conscientização propostas pelo movimento mundial batizado de Purple Day, celebrado anualmente no dia 26 de março. Os especialistas enfocaram diversos aspectos do diagnóstico e do tratamento da epilepsia, tais como a terapia cetogênica e os procedimentos cirúrgicos.

Vale a pena acessar o perfil da entidade e ver as trocas de informações entre os especialistas. A neurologista Kette Valente, que preside a entidade, mediou os encontros, mas também participou como entrevistada, discorrendo sobre “Mitos e verdades sobre o uso do canabidiol no tratamento da epilepsia”. Nessa ocasião, quem ancorou a transmissão foi a neurofisiologista e neurologista infantil, Simone Amorim. A conversa entre as médicas – que também integram o Corpo Clínico da Vita – pode ser acessada aqui, neste link.

A neurologista Kette Valente integra o Corpo Clínico da Vita e está à frente da LBE, entidade que tem trabalhado ativamente nas ações do Purple Day

SAIBA MAIS SOBRE ALGUNS TRATAMENTOS INOVADORES PARA A EPILEPSIA

Fármacos modernos e as indicações do canabidiol

O arsenal farmacológico atualmente disponível para o tratamento da epilepsia é grande. Os fármacos modernos, em comparação com oa que se tinha no passado, apresentam maiores níveis de eficácia e menos efeitos colaterais – mas isso NÃO quer dizer que tais efeitos não existam, inclusive no caso dos famosos canabinóides. O uso desses e de outros medicamentos requer acompanhamento atento das respostas dos pacientes e das suas condições gerais de saúde, para que sejam feitos os devidos ajustes de dosagens. Existem de fato estudos robustos que embasam indicações específicas do canabidiol para o tratamento de determinados quadros epilepticos (como na esclerose tuberosa e das síndromes de Dravet e de Lennox-Gastaut, consoante as condições apresentadas pelo paciente). Mas cabe referir que a substância NÃO é a primeira indicação para todos os casos e que o seu uso indiscriminado pode levar a complicações. Além do uso exclusivo sob prescrição e acompanhamento médico, o canabidiol deve ser SEMPRE de procedência da indústria farmacêutica, que obedece a toda uma regulamentação em relação à purificação do produto. Nas artesanais, não há como garantir que a formulação está dentro dos níveis de segurança exigidos.

Terapia Cetogênica

A adoção de um sistema alimentar específico pode fazer grande diferença na vida de pacientes com epilepsia de difícil controle. A nutricionista Lenycia Neri, explica que, embora a Terapia Cetogênica baseie-se na redução de carboidratos, a fim de propiciar o processo de cetose pelo organismo, o programa NÃO deve ser confundido com as dietas low carb que visam o emagrecimento e, tampouco, ser introduzido sem indicação e acompanhamento especializado. A retirada de determinados componentes da alimentação implica em efeitos colaterais e precisa ser compensada com cálculos exatos feitos por um nutricionista especialista nessa terapêutica, podendo haver ainda a indicação de suplementações específicas. Além disso, a família tem de receber treinamento, para saber gerir as preparações e ter segurança nas substituições, sabendo assim contornar os desafios de manter uma rotina que não pode ser quebrada. Atualmente, a indicação da dieta cetogênica acontece então para os casos em que o paciente não teve resposta positiva somente com o uso de medicações, após algumas tentativas de ajustes das mesmas.

Cirurgias e neuromodulação não-invasiva

O procedimento cirúrgico é o último recurso para o controle da epilepsia e, mesmo assim, somente em situações bem específicas. Basicamente, as intervenções podem ser de três tipos: ressectivas (para remover uma área do cérebro responsável pelas descargas elétricas anormais), desconectivas (para seccionar feixes de neurônios que propagam as crises) e neuromodulatórias (onde são colocados implantes de dispositivos que visam controlar/modular a corrente elétrica anormal em determinadas áreas cerebrais). Embora já existam também situações onde a neuromodulação não-invasiva apresentou resultados positivos para o controle das crises de epilepsia, os protocolos nesse sentido ainda não estão consolidados. Sendo assim, as expectativas são positivas, diante das crescentes evidências. Mas, por ora, as indicações, quando existem, são em carater experimental.

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

Recentes

Paralisia Cerebral: desafios e principais caminhos terapêuticos

A Paralisia Cerebral apresenta características e necessidades individualizadas, que exigem acompanhamento multidisciplinar e ajustado para cada caso. Veja as abordagens…

6 meses atrás

Como a Neuromodulação tem beneficiado pacientes com diversas condições

A Neuromodulação não invasiva tem ajudado pacientes com as mais diversas condições. O procedimento promove a plasticidade cerebral, através da…

6 meses atrás

Critérios para garantir uma aplicação segura de toxina botulínica

Hoje em dia, quase todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios terapêuticos da toxina botulínica. Assim como já ocorreu…

1 ano atrás

Sinais, diagnóstico e tratamento da espasticidade na criança

Agora, uma conversa com pais e familiares. Espasticidade é o nome de um sintoma muito prevalente em crianças com comprometimentos…

1 ano atrás

Toxina botulínica: treinamentos com aulas práticas e estudos de casos na Clínica Vita

Não é por acaso que a Clínica Vita é atualmente o maior serviço privado do país na terapêutica com toxina…

1 ano atrás

Clínica Vita abre suas instalações para treinar médicos na terapêutica com toxina botulínica

Clínica Vita oferece treinamento a médicos de todo o país interessados na terapêutica com toxina botulínica na área neurológica. O…

1 ano atrás