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Como a Avaliação Neuropsicológica pode ajudar no aproveitamento escolar?

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Como vai o boletim escolar do seu filho? Além da pausa para estudantes e professores, as férias do meio do ano são uma ótima oportunidade para que a família possa observar – com a devida atenção – o desempenho escolar da criança ou do adolescente e, na presença de indicadores de dificuldades, promover os devidos ajustes de rota.

“É muito importante não deixar isso para depois. Muitas vezes, as providências de procurar ajuda especializada são tomadas só lá em setembro ou outubro, no auge do segundo semestre, quando já é muito mais difícil salvar o ano escolar – muito embora, do ponto de vista emocional e psicológico, a oferta de auxílio e suporte a esse estudante seja importante em qualquer altura, pois, antes do sucesso ou insucesso escolar, está o bem-estar dessa criança ou desse adolescente”, pondera a diretora clínica da Vita, Simone Amorim, que é neurofisiologista e neurologista infantil, especializada em Neurorreabilitação, e que teve a Pediatria como a sua primeira especialização médica.

A Avaliação Neuropsicológica aponta o padrão cognitivo da criança ou do adolescente

Nesses casos (de baixo aproveitamento escolar ou dificuldades de adaptação), não há exatamente uma regra de qual seja o primeiro profissional a procurar. O que se tem como consenso é que o ideal são as abordagens multidisciplinares (passando pelo neurologista infantil, pelo fonoaudiólogo, entre outros profissionais, como psicólogos e psicopedagogos) e que um bom ponto de partida é a Avaliação Neuropsicológica.

“A Avaliação Neuropsicológica vem para contribuir com o entendimento de como funciona o raciocínio da criança, do adolescente ou do adulto”, explica a neuropsicóloga Marina Alves, especialista nesse tipo de procedimento e na Reabilitação Cognitiva.

Segundo a especialista, a Avaliação Neuropsicológica engloba tanto funções cognitivas, quanto aspectos comportamentais e de personalidade. “O objetivo é identificar a base da dificuldade para, a partir daí, indicarmos os melhores caminhos e as melhores abordagens, de acordo com cada caso”, aponta.

O processo inclui, além de conhecimento do histórico clínico, várias sessões de entrevistas e de testes específicos com o paciente, e também entrevistas com membros da família. Muitas vezes, também são incluídas análises de exames e laudos encaminhados por outros especialistas, caso existam. Será, portanto, a partir do cruzamento de todos esses dados que o profissional chegará à sua conclusão.

Marina Alves, neuropsicóloga, destaca a possibilidade de encaminhamentos mais assertivos para as necessidades do paciente, após a realização da Avaliação Neuropsicológica

“Após a avaliação neuropsicológica, é possível identificar o padrão cognitivo do paciente e possíveis déficits e distúrbios, tais como, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtornos de Aprendizado (dislexia, discalculia, disgrafia e disortografia). Os Transtornos do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno de Ansiedade, entre outros, também são detectáveis por meio desse processo. Com isso, conseguimos encaminhar, de forma bem direcionada, o paciente a profissionais que possam auxiliar e melhorar os seus padrões de respostas, dentro de suas características e possibilidades”, detalha a neuropsicóloga.

Essa publicação foi atualizada em 25 de agosto de 2019 09:50

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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