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Autocuidado: um antídoto valioso contra abalos na saúde mental nestes tempos difíceis

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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À esta altura, no finzinho do primeiro mês de 2021 (mês, inclusive, batizado de Janeiro Branco, dedicado à Saúde Mental), já deu para perceber que a tempestade da pandemia, que caiu abruptamente em nossas vidas no começo de 2020, ainda não passou e vai perdurar por algum tempo. Há esperanças no horizonte com as novas vacinas, mas o vírus segue circulando com força entre nós, e a necessidade de distanciamento social ainda se impõe, assim como diversas restrições na vida cotidiana. Nesse sentido, não há mesmo previsão de mudanças a curto prazo. Mas e os nossos planos? Como ficam? E a estabilidade emocional, como mantê-la, enquanto as perspectivas são instáveis e várias áreas da vida parecem (ou estão sendo mesmo) suspensas?

Para a psicóloga clínica Bruna Prado, a chave para começar a destravar essas questões pode estar em uma palavra: autocuidado (veja também, aqui NESTE LINK, uma live em que ela fala sobre o tema). Não por acaso, o termo tem sido muito evocado nos últimos tempos. Na visão da psicoterapeuta, entender esse conceito e colocá-lo em prática é fundamental para quem não quer ficar à deriva.

Bruna Prado: autocuidado como meio essencial para manter o prumo e a rota pessoal, em meio às contingências da pandemia

“Autocuidado é o conjunto de ações que cada indivíduo adota para promover e manter a sua própria saúde física e mental. Basicamente, é tudo o que fazemos para cultivar o nosso bem-estar e a nossa qualidade de vida, com autonomia e responsabilidade”, define Bruna, observando que, durante todo esse período de pandemia, essa necessidade acabou por se impor de forma natural e intuitiva para muitas pessoas, diante dos desafios que se desenharam, tais como os advindos do isolamento social, das limitações de circulação e da elaboração dos mais diversos tipos de perdas (desde a impossibilidade de continuar com determinados hábitos e rotinas, até a dispensa de postos de trabalho e readequação de padrão sócioeconômico, sendo muitas vezes tudo agravado pelo luto por amigos e entes queridos).

Aprendizado para a vida

Esse é um aprendizado que pode se mostrar essencial agora, para quem deseja se manter no prumo e perseguir os objetivos e metas que forem possíveis, sem perder o rumo e se desestabilizar frente ao prolongamento desse período de contingências. Na prática, segundo Bruna, isso significa saber eleger prioridades, tendo o autorrespeito (com o corpo, com a mente e com as próprias emoções) como um critério para as decisões do dia a dia.

“Entender a importância de se reservar tempo e buscar meios para se fazer atividades de que se gosta, além de tomar medidas que sabidamente impactam na saúde e no bem-estar, como os cuidados com a alimentação, com o sono e com a prática de atividades físicas, por exemplo, fazem parte desse mix importante de medidas de autocuidado”, explica a psicóloga. Gerir adequadamente o estresse e as frustrações (sobretudo nestes tempos em que tantos planos precisaram ser revistos ou adiados) é outro ponto fulcral.

Para tudo isso, obviamente, contribui muito ter clareza sobre os próprios objetivos, além de contar com suporte adequado para um processo de autoanálise e autoconhecimento – e nem é preciso dizer que a figura do psicoterapeuta é a mais indicada para dar esse apoio e ajudar a clarear o caminho.

Medidas práticas

Para quem não quer mais perder tempo, está cansado da sensação de que a vida está passando e que, com ou sem pandemia, é preciso partir para atitudes práticas, a também psicóloga clínica e neuropsicóloga Aline Simionato elaborou uma lista de medidas que considera recomendáveis a todas as pessoas.

Aline Simionato: rol de medidas práticas que promovem a saúde e o bem-estar não deve ser ignorado e é recomendável a todos

“São dicas despretensiosas, para um ser humano comum, cujo desejo seja sobreviver ao caos no qual estamos submersos”, explica Aline, salientando que não deseja ser simplista e que tem ciência de que a instalação e a manutenção de determinados hábitos não são nada fáceis. “São propostas que exigem constância, prática, treino e perseverança. Mas a melhor notícia é que o investimento retorna para a pessoa em forma de saúde física e mental”, diz.

Vejamos então as indicações da psicóloga:

  • Separe alguns minutos do seu dia para meditar. Se não conseguir ficar sozinho com seus pensamentos, coloque uma meditação guiada pelo YouTube. Esse hábito ajuda a desenvolver a aceitação do que não está sob seu controle e também reduzir a ansiedade – existem vários exercícios de respiração e relaxamento muito eficazes;
  • Cuide da sua alimentação, selecionando alimentos com consciência sobre aquilo que se sabe que faz bem para o corpo (prioritariamente verduras, frutas, carnes brancas, etc.). A nossa dieta tem, ao mesmo tempo, o poder de cura ou de destruição. E, na maior parte das vezes, a escolha é exclusivamente nossa;
  • Coloque na agenda atividades de lazer, hobbies, leituras e atividades que lhe despertem o prazer de estar vivo. Essas medidas de autocuidado são um direito que todas as pessoas têm, e fazem toda a diferença para o bem-estar emocional e a sanidade mental;
  • A vida, em algum momento, sempre nos impõe algum tipo de perda. Elas doem, mas em geral costumam suscitar também processos de crescimento e amadurecimento. Nos tempos atuais, muitas perdas têm sido enfrentadas de forma coletiva. Essa é, portanto, uma hora propícia para reflexões e revisão de posturas em vários níveis – tanto na vida pessoal, como nas nossas relações em geral e, até mesmo, na forma como agimos e nos posicionamos enquanto cidadãos;
  • Entender que as emoções também são uma componente importante da saúde global, que precisam de atenção e cuidado e que, eventualmente, elas também podem adoecer, é uma dica de ouro. Permita-se receber ajuda adequada nesse campo – lembrando que psicólogo é o profissional especializado nessa área.

Essa publicação foi atualizada em 30 de janeiro de 2021 10:28

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