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Atendimento rápido e monitoramento diminuem índices de morte pela Covid-19

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A intervenção no tempo certo é um fator crucial para diminuir os riscos de morte pelas complicações da Covid-19. Por isso, tanto pacientes quanto profissionais de saúde devem estar atentos a importantes revisões de conduta recomendadas neste momento, conforme alerta o emergencista e cardiologista Aécio Gois, integrante do Corpo Clínico da Vita, que coordenou o “I Congresso Brasileiro On-line sobre Atualização em Covid-19”, realizado no dia 1º de maio, com mais de 50 mil inscritos de diversas partes do país.

Embora nem todos os casos de infecção pelo novo coronavírus exijam internação, o acompanhamento atento da evolução do paciente é considerado hoje uma medida fundamental para diminuir riscos de morte FONTE da imagem: Revista Época

Goes, que também é coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), esteve ao vivo pelo Instagram, na noite da última quarta-feira, no perfil da diretora clínica da Vita, Simone Amorim, para compartilhar algumas das novidades vistas nas aulas ministradas para os especialistas.

Ida ao médico

Se nos primeiros meses da pandemia, a falta de ar e/ou dificuldades respiratórias eram os marcos para que os pacientes buscassem atendimentos de urgência e emergência, agora, a orientação é para que isso se dê mais cedo.

Após três ou quatro dias de febre alta, dores e tosse (havendo ou não outros possíveis sintomas associados), sem melhoras com medicações de alívio, como antitérmicos e analgésicos, é importante a pessoa procurar o serviço médico para ser avaliada e, principalmente, para que possa ser monitorada, a partir desse momento.

“É muito importante que a população entenda que não existe um remédio milagroso contra a Covid-19, mas que existem marcadores (exames de sangue e de imagens) que vão nos dando indicações importantes sobre a evolução do quadro infeccioso e sobre a hora de entrar com condutas que podem fazer total diferença para evitar um comprometimento maior do organismo e, até mesmo, o óbito”, explica o emergencista, lembrando, contudo, que cada instituição tem o seu próprio protocolo de tratamento e que a própria realização do teste para confirmar a infecção pelo novo coronavírus depende do encaminhamento dado pela equipe de saúde que acolhe e avalia cada caso.

Acolhimento dos casos

A forma como os casos suspeitos e confirmados de Covid-19 são conduzidos faz então muita diferença nas taxas de mortalidade. Hoje, mesmo não havendo ainda uma medicação específica para a doença, já são conhecidas várias drogas e condutas que resultam bem, se forem administradas em tempo hábil.

Mas para isso acontecer é preciso que o paciente seja monitorado atentamente, esteja ele internado ou não.

Sendo assim, de um lado, há a importância da busca de atendimento pelo paciente no tempo correto (isto é, antes que o quadro se agrave) e, de outro, há a questão da capacidade de acolhimento e de acompanhamento pelos serviços de saúde (sejam eles públicos ou privados).

Capacidade da rede

Nesse ponto, cabe então lembrar que, mesmo havendo hoje uma clareza maior do que nas fases iniciais da pandemia, em relação à evolução da doença e aos tratamentos e intervenções mais eficazes, a estrutura e os gargalos dos serviços de saúde seguem sendo um desafio.

Aprendemos com os países que enfrentaram as grandes taxas de mortalidade pelo vírus – como a Itália e a Espanha – que é crucial evitar a superlotação de leitos. Caso contrário, a margem de manobra da Medicina reduz-se apenas aos cuidados paliativos.

Além disso, no caso brasileiro, sabemos que há barreiras estruturais no acesso à Saúde, com realidades muito diversas entre a nossa população. Enquanto não existir uma vacina e o vírus circular com grande capacidade de proliferação entre as pessoas, persistirá um problema real de Saúde Pública, com o risco de se perder vidas por falta de capacidade de atendimento.

Por isso, por mais que se avance na compreensão da doença, que surjam protocolos eficazes e que vá ficando cada vez mais claro como deve ser feito o enfrentamento dos casos graves, o melhor caminho ainda é o da prevenção, por meio do isolamento social, no entendimento de Aécio Gois.

“É crucial que as pessoas entendam a importância de evitar os contatos sociais neste momento, e que usem máscaras ao sair de casa e redobrarem os cuidados de higiene pessoal, com especial atenção à lavagem das mãos. Em todo o mundo, isso ainda é o que temos de mais eficaz para lidar com a pandemia”, resume o médico.

Essa publicação foi atualizada em 13 de maio de 2020 13:19

Produzido por
Clínica Vita

Assessoria de Comunicação

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