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Campanha alerta sobre impactos das dores de cabeça na qualidade de vida

“Mesmo que você tenha boas explicações para as suas dores, se você tem três ou mais episódios de dor de cabeça por mês, há mais de três meses, procure um médico. Você precisa de tratamento.”

Aí está a mensagem da Sociedade Brasileira de Cefaleia levada para a população ao longo de todo este mês e, em especial, neste dia 19, Dia Nacional de Combate à Cefaleia. Com as hashtags #3édemais e #MaioBordô, a campanha chama atenção para um dos problemas mais prevalentes entre a população.

As estatísticas apontam que 99% das mulheres e 94% dos homens sofrem ou já sofreram com o problema, pelo menos uma vez na vida. Por essa razão é tão importante estar bem informado para saber quando a dor é sinal de alerta de alguma situação grave, que exige atendimento emergencial, bem como reconhecer as situações em que a ocorrência se transforma em um quadro crônico, afetando a qualidade de vida.

Na literatura médica estão descritos mais de 200 tipos de cefaleias. Mas, basicamente, as dores de cabeça são divididas entre dois grupos: o das dores primárias e o das dores secundárias.

Enquanto as cefaleias secundárias são resultantes de algum problema de base (como tumores, lesões, sangramentos, sinusites e outros quadros infectoinflamatórios, etc.) e costumam ser detectáveis por meio de exames de imagens, as cefaleias primárias são aquelas nas quais a dor é a patologia em si.

O diagnóstico das cefaleias primárias geralmente é clínico, a partir da avaliação e do acompanhamento dos sintomas e do eventual uso de exames laboratoriais e de imagens para descartar a existência de alguma patologia de base. Como principais exemplos das dores de cabeça primárias temos a enxaqueca (migrânea crônica), a cefaleia tensional e a cefaleia em salvas (descritas como uma das piores dores que o ser humano pode sentir).

Conforme apontam os estudos científicos, disfunções nos neurotransmissores e/ou nas estruturas nervosas costumam estar relacionadas aos quadros de cefaleia primária. Embora nos pacientes ainda não seja possível dizer exatamente onde está o problema, o que se sabe nesses casos é que falhas no funcionamento do organismo levam ao surgimento da dor, e que fatores como estresse, depressão, ansiedade, sedentarismo, obesidade, variações hormonais, alimentação, desidratação, tabagismo, consumo de álcool e uso abusivo de medicações são alguns dos componentes de uma longa lista de fatores que contribuem para desencadear e/ou agravar as cefaleias primárias.

Como podemos ver, as origens das dores de cabeça são as mais diversas. Portanto, os tratamentos também. A automedicação nesses casos só atrapalha, podendo agravar o problema. Por isso, diante do sintoma não hesite em passar por uma avaliação médica (e também uma segunda opinião com outro especialista, caso sinta necessidade), para obter um diagnóstico correto e se submeter a um tratamento seguro.

Essa publicação foi atualizada em 19 de maio de 2019 10:14

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