Crianças sempre devem estar identificadas na praia

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Clínica Vita

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Em alguns dias, veranistas das praias paulistas passarão a contar com a ajuda da tecnologia para diminuir os riscos de perda das crianças durante o passeio. Pulseirinhas high tech ajudarão a localizar crianças perdidas. O projecto começará na Praia do Guarujá.

A informação, divulgada nesta semana pelo Jornal Folha de São Paulo (leia aqui), é muito bem-vinda. Até os 9 anos de idade, pelo menos, a criança ainda não tem sua noção espacial completamente desenvolvida, explica a neurologista infantil Simone Amorim.

A professora Adriana Miranda, que tem dois filhos em idades bem diferentes e que já passou pelo susto de perder na praia a filha mais velha, Isabela – hoje com 23 anos -, é uma que comemora a ideia das pulseiras. Com o caçula, Henrique, de 5 anos, Adriana experimentou um sistema parecido, neste verão, nas praias de Guarapari, no litoral capixaba.

“Quando cheguei, a minha primeira preocupação era de perder meu filho, pois as praias estavam muito cheias. Então fiquei sabendo do projecto Anjos da Praia e fui até eles. Lá, preencheram uma ficha com nossos dados pessoais, o endereço em que estávamos e os telefones celulares. Então colocaram uma pulseira numerada no Henrique, com o mesmo número de identificação que constava nesse cadastro”, explica Adriana.

Sobre a experiência de perder a filha mais velha na praia, Adriana não esquece os momentos de angústia. “Na época, ela tinha a idade que o Henrique tem hoje, 5 anos. Ela estava brincando do meu lado e, num segundo, já não estava mais. Fiquei desesperada”.

Felizmente, a história terminou bem. Mas agora a mãe não dispensa algumas estratégias na hora de ir a praia com crianças. “No ano passado, não tinha este projeto em Guarapari, então eu mesma coloquei uma pulseirinha no Henrique, com o nome dele e o meu. Também sempre converso com ele antes de sair de casa, explicando o que fazer, caso se perca. Mas o principal é ficar com os olhos em cima da criança, o tempo todo”, ressalta.

Do ponto de vista do desenvolvimento neurológico, Simone Amorim explica que, embora desde bebê o ser humano já comece a ter alguma noção especial, é somente por volta dos 8 anos de idade que a criança começa, de fato, a conseguir estabelecer pontos de referência que ajudam na localização.

“Porém, num espaço como as praias, com muitas pessoas desconhecidas, diversas barracas em volta e o mar à sua frente, isso fica mais difícil”, ressalta a médica.

Por isso, nunca é demais lembrar que a praia exige atenção redobrada dos pais e responsáveis, bem como algumas estratégias, para o caso da criança acabar se afastando dos adultos.

Atenção às dicas:

• Até os 4 anos de idade, a criança deve brincar na areia sempre monitorada de perto pelos pais. A aproximação da água somente deve ser feita junto com um adulto.

• Um pouco maiores, as crianças já correm envolta do local onde os pais estão e até podem brincar na beira da água, desde que os pais estejam sentados bem próximos e olhando a brincadeira.

• Jamais as crianças devem entrar sozinhas no mar, mesmo que já saibam nadar. Com ondas e correntes, o mar é muito diferente da piscina.

• A partir dos 4 anos, a criança já sabe seu nome completo, o nome dos pais e tem condições de identificar um policial. Converse com ela antes de sair de casa. Explique a ela que você está sempre olhando, mas que no meio de muita gente, às vezes as pessoas se perdem. Diga que se isso vier a ocorrer, ela deve ficar calma e procurar um policial.

• Você pode fazer sua própria pulseira de identificação. Num bracelete de borracha ou papel impermeável escreva o nome da criança e o da mãe, por exemplo. Por medida de segurança, não é aconselhável colocar o telefone. 

• Se na praia que você frequentar tiver postos de apoio ao banhista, mostre às crianças onde ficam esses locais e informe que, em caso de dificuldades, este é um ponto para onde elas poderão se dirigir.

• Finalmente, tenha em mente que pais e responsáveis por crianças pequenas podem aproveitar a praia para outro tipo de diversão: a de estreitar os laços, brincando com a turminha. Estar com eles nos jogos, nas brincadeiras de areia, no banho de mar etc, torna esses momentos muito mais divertidos e seguros.

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